7 de fev de 2012

A caminho da privatização


A família fundadora do conhecido grupo de moda italiano quer recuperar o controlo absoluto do grupo, com a compra das restantes ações. A oferta, no valor de 276,6 milhões de euros, deverá fazer com que a Benetton saia da Bolsa de Valores e com que Alessandro Benetton tenha maior liberdade na condução dos destinos do grupo.
 
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A caminho da privatização
 A Edizione Srl, a empresa de investimento controlada pela família Benetton, fez uma oferta de 276,6 milhões de euros para comprar todas as ações que ainda não possui no Benetton Group SpA e retirar a empresa de vestuário da Bolsa. A oferta é de 4,6 euros por ação, 15,6% mais elevada do que o preço de fecho na Bolsa na terça-feira da semana passada, dia 31 de janeiro.
A Edizione, que detém já 67,08% da Benetton, indicou em comunicado que acredita que sair da Bolsa irá dar à administração da Benetton a «flexibilidade exigida a médio e longo prazo para implementar as ações necessárias para responder aos desafios causados por um ambiente competitivo alterado». E acrescentou que «os padrões de consumo em mudança nos mercados do Benetton Group e a pressão das margens resultantes do aumento do custo com as matérias-primas exigem uma estratégia para reforçar o modelo de negócio no qual a história e sucesso do Benetton Group se baseia».
O anúncio da oferta surgiu na mesma altura em que o grupo italiano negou o rumor de que estaria em conversações para uma fusão com a Inditex. «Negamos categoricamente a notícia», afirmou um porta-voz da Benetton.
A bem conhecida marca italiana está em 120 países, sendo gerida pelo vice-presidente Alessandro Benetton, filho do fundador Luciano. Segundo uma fonte da indústria, Alessando deverá tomar formalmente o leme do grupo em maio deste ano. A compra irá dar-lhe mais espaço de manobra para vender alguns bens ou forjar alianças e ajudar a gerir o grupo para acomodar outros membros da família, acrescentou a fonte.
No final de janeiro, a Benetton anunciou que espera que o lucro desça mais de 30% em comparação com o ano anterior, para 70 milhões de euros, atribuindo esta quebra ao declínio das margens causado pelo aumento dos preços das matérias-primas. O volume de negócios deverá manter-se em linha com o do ano anterior, em 2 mil milhões de euros.
 
Fonte: Portugal Têxt