31 de jan de 2012

AS ESCULTURAS DE PAPEL DE GREG LAUREN



Para o artista americano Greg Lauren, uma peça de vestuário define uma pessoa tanto quanto o contrário. “Alteration” é o título da sua recente exposição na concept store parisiense Colette, na qual o artista continua a sua investigação sobre a identidade pessoal e a sua relação com a roupa. 


“Alteration” consiste em 14 esculturas de papel baseadas em peças icónicas do guarda-roupa masculino, como "Peacock", um fato de três peças feito em papel branco coberto de múltiplos bolsos, e "The Man of Steel", um fato clássico executado inteiramente com comics vintage do Super Homem. Todas as esculturas - uniformes, fatos, camisas, chapéus, sapatos, malas, entre outros acessórios - são cuidadosamente costuradas à mão usando papel japonês. Segundo o artista, cada peça é feita com a mesma abordagem como se fosse confecionada por um verdadeiro alfaiate, costureiro ou sapateiro: "Eu manipulo o papel para simular vários materiais, como a lã ou o algodão e crio vincos e dobras para dar autenticidade visual à peça de vestuário".
A exposição inclui também uma seleção de peças vestíveis feitas em tecido, que reproduzem as silhuetas inicialmente exploradas em papel. "Essas peças específicas foram criadas para refletir um irónico twist sobre os icónicos clássicos", explica Lauren.
Admirável!

O SÃO VALENTIM DE LOUIS VUITTON


Para comemorar o dia de São Valentim, a Louis Vuitton lançou uma linha especial de artigos e acessórios em pele com o novo padrão Monogram Vernis Rayures. Trata-se de uma variante contemporânea da lendária tela listada, que a marca francesa combinou com a icónica flor de Monograma e coloriu com tons simbólicos sinónimo de paixão e sedução: vermelho, Amarante e Pomme d'Amour.
A nova coleção inclui pequenas malas de mão (Alma BB, Wilshire PM), acessórios em pele como carteiras, bolsas para cosméticos e estojos com espelho, e ainda um modelo especial de carteira em forma de coração.
Todas as peças possuem acabamento envernizado, os monogramas e símbolos da marca são impressos em baixo relevo e os zíperes, cursores e pendentes são dourados.
Uma coleção especial para um dia muito especial!

MODA ACUSADA DE RACISMO. O QUE VOCÊ ACHA?



Apesar de ter lugar num país marcado pela diversidade racial, a Semana de Moda de São Paulo foi novamente acusada de promover a discriminação. Em causa estão os poucos manequins negros que desfilaram na passerelle brasileira, apesar da organização recusar liminarmente qualquer tipo de racismo.
 
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Moda acusada de racismo
O maior evento de moda da América Latina celebrou a criatividade, o estilo e o glamour brasileiros, mas relançou também novamente a questão da falta de diversidade racial, num país que é fruto, exatamente, da mistura de raças e culturas.
A Semana de Moda de São Paulo (SPFW) abriu a sua 32.ª edição para apresentar as coleções de inverno numa sala cavernosa no Parque de Ibirapuera, tendo sido transmitida em diretor pela Internet pela primeira vez. Durante seis dias, de 19 a 24 de janeiro, 30 marcas, incluindo Animale, Tufi Duek, Alexandre Herchcovitch, Glória Coelho, Fernanda Yamamoto e Reinaldo Lorenço, mostraram as suas propostas na maior metrópole da América do Sul, com cerca de 20 milhões de pessoas.
«O Brasil está a atravessar um momento privilegiado», afirmou o diretor criativo da SPFW, Paulo Borges, referindo-se ao forte crescimento do país que o colocou no sexto lugar das maiores economias do mundo.
Mas tal como aconteceu com a Semana de Moda do Rio de Janeiro, que ocorreu na semana anterior, a celebração ficou marcada por acusações de racismo ao mundo da moda brasileira devido à grande maioria de modelos serem brancos num país onde mais de metade da população é descendente de africanos.
Numa carta aberta à imprensa e à sociedade brasileira, David Santos, um frade franciscano que gere a Educafro, um grupo de pressão que luta pelos direitos laborais dos negros e indígenas, levantou a questão relativamente à SPFW. A Educafro fez mesmo um protesto à porta da sede da SPFW, onde os ativistas exigiram que o peso demográfico dos negros seja refletido em todos os aspetos da vida económica, incluindo a moda. O Brasil, que tem uma população de 190 milhões de pessoas, tem a segunda maior população negra do mundo, a seguir à Nigéria.
Visivelmente irritado, Paulo Borges rejeitou as acusações de discriminação e acusou a Educafro de tentar usar a semana de moda para publicitar a sua causa. «Este não é o local para uma discussão inapropriada (de raça)», indicou à AFP. «Este é um local criativo», acrescentou.
Em 2009, a SPFW foi forçada a estabelecer quotas que exigiam que pelo menos 10% dos manequins tivessem antepassados africanos ou indígenas. Anteriormente, apenas uma mão cheia de manequins negros estavam entre os cerca de 350 que desfilavam na passerelle – normalmente menos de 3%. Mas há dois anos, a quota de 10% para “descendentes de africanos ou indígenas” foi removida por ser considerada inconstitucional.
Borges indicou que a SPFW apela às marcas que estão na semana de moda para recrutarem 10% de “descendentes de africanos ou indígenas” mas não as pode forçar, e sublinhou que o seu grupo de moda Luminosidade valoriza e promove a diversidade e a herança de mistura de raças do Brasil.
Santos, contudo, prometeu continuar a fazer pressão, sublinhando que após uma queixa da Educafro, promotores públicos inquiriram a cidade de São Paulo e o Ministério do Turismo sobre a transferência de fundos públicos para a SPFW, que continua acusada de discriminação. Indicou ainda que a lei federal estipula que os fundos públicos não podem ser usados para eventos ou por empresas que discriminam os negros. David Santos referiu ainda AFP que os promotores de justiça também pediram à organização do evento para entregarem no próximo mês uma lista de todos os seus membros e afirmou que a Educafro planeia submeter uma ação legal contra todas as casas de moda que não promovem a diversidade.
A SPFW tem lugar duas vezes por ano, em janeiro para a coleção de inverno e em junho para a coleção de verão.

fonte: AFP
 

INSPIRAR A INOVAÇÃO


Um salão que apresenta componentes com design e inovação para serem aplicados no calçado, vestuário ou acessórios de moda. Porque os pormenores fazem a diferença, o salão Inspiramais, que se realiza em São Paulo, atrai gente de todo o mundo.
 
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Inspirar a inovação
 O Inspiramais, Salão de Design e Inovação de Componentes, nasceu em 2010 com a finalidade de ser um evento diferenciado, voltado para o design e a inovação e apresentando o caminho de novas ideias e tecnologias para o setor dos componentes.
O salão, que se realiza de 7 a 9 de Fevereiro, propõe durante os três dias a troca de conhecimento, inovação e criatividade. Já na sua 5ª edição, com um espaço maior e mais expositores, o Inspiramais traz projetos como o Mix By Brasil, uma referência no Brasil que assenta na valorização do artesanato.
«Pretendemos com o Inspiramais estimular os produtores de matérias-primas, que fornecem as grandes empresas brasileiras e internacionais, a estruturar a sua pesquisa na mesma velocidade do mercado. Queremos ainda que a moda brasileira aperfeiçoe os seus mecanismos para o enriquecimento comercial dentro e fora do país», conta Oséias Schroeder, presidente da Assintecal, Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos.
Referência na América Latina, o salão brasileiro atrai compradores da Europa e dos Estados Unidos e chega a mais uma edição com 500 produtos de valor acrescentado. Couros, fivelas, laços, pedrarias, solas, tecidos, produtos feitos a mão, materiais sintéticos entre outros, poderão ser produtos de grande interesse para as empresas têxteis, de calçado ou de acessórios de moda.
Moda para além da passarelaA programação do Inspiramais conta com Fórum de Inspirações, Oficinas de Criação, Palestras de Inspirações, Exposição de Componentes e stands com as principais empresas brasileiras de produtos inovadores em tecnologia e design. O salão recebe ainda compradores da Europa, da América do Sul e da América Latina, para além dos jornalistas internacionais.
A próxima edição contará ainda com o Espaço Mix By Brasil, com a assinatura da consultora e stylist Chiara Gadaleta, que exibirá o artesanato brasileiro, as suas cores, o design e as riquezas naturais. O objectivo desta mostra é integrar a cultura de moda com o “hand made”, estimulando as empresas brasileiras a desenvolver produtos com atributos de design e sustentabilidade.

fonte:Portugal Textil

30 de jan de 2012

Courrèges regressa on-line


A moda retro da marca francesa Courrèges chega à Internet no próximo dia 1 de fevereiro, após um período conturbado e o quase desaparecimento do mercado. Um renascimento de uma marca icónica que nos anos 60 e 70 concorreu com a Chanel e a Dior nas preferências das fashionistas de todo o mundo.
 
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Courrèges regressa on-line
A Courrèges, marca de moda futurista nos anos 60, quer voltar a trazer as suas botas em vinil e os minivestidos evasé à ribalta, relançando a marca francesa através da aposta na Internet.
Um ano após ter sido vendida por mais de 10 milhões de euros a dois diretores da agência de publicidade Young & Rubicam, Jacques Bungert e Frederic Torloting, a Courrèges quer também expandir o negócio de perfumes.
As formas simples e a paleta minimalista em preto e branco do criador André Courrèges – um protegido de Balenciaga – atingiram o seu auge nos anos 60 e 70, rivalizando com a Chanel e a Dior, antes de ser vendida a investidores japoneses nos anos 80.
Uma década mais tarde, Courrèges e a sua mulher Coqueline compraram novamente a marca mas esta basicamente desapareceu até ser comprada por Bungert e Torloting em janeiro de 2011.
«Esperamos que a Courrèges regresse, em cinco a 10 anos, ao seu estatuto anterior como marca mundial com a sua dimensão de inovação que anteriormente fez o seu sucesso», afirmou Bungert. «Quando o sentimento de uma marca é respeitado, pode renascer sem perder a sua integridade», acrescentou.
Atualmente, o vestuário e acessórios da Courrèges são vendidos na loja de Paris no 8.º Arrondissement, onde as vendas aumentaram 40% num ano, segundo Bungert. O volume de negócios total da marca é de cerca de 20 milhões de euros.
As vendas na Internet começam a 1 de fevereiro, com as consumidoras a poderem comprar on-line praticamente todas as peças de vestuário e acessórios disponíveis na loja.
Torloting considera mesmo que o design da Courrèges adapta-se bem às vendas on-line, já que a marca não usa o tipo de tecidos delicados que se podem estragar nos envios.
Quanto aos perfumes, o Empreinte e Eau de Courrèges, atualmente vendidos apenas na loja, serão também distribuídos em mais locais e está a ser planeada uma campanha publicitária, a primeira desde 1996. O fundador André Courrèges, contudo, sempre recusou usar celebridades para promover as suas criações, argumentando que designs como os da coleção “Space Age” de 1964 foram criados para «mulheres comuns».
Torloting, por seu lado, já assegurou que não tem qualquer intenção de apresentar duas coleções por ano em desfiles nas semanas de moda da indústria. «A ideia de criar coleções que se empurram umas às outras não nos parece muito moderna», afirmou Torloting. «Não queremos produzir a nossa própria obsolescência», concluiu.
 
Fonte: Alexandra Costa

29 de jan de 2012

As Heroínas das Histórias em Quadrinho e suas Roupas Maravilhosas

Nos últimos anos os cinemas foram invadidos pelos heróis e vilões dos quadrinhos. Os gibis que fizeram parte da nossa infância com os super-heróis da Marvel e Dc Comics, se transformaram em histórias reais e em grandes bilheterias dos cinemas. Adultos e crianças são despertados pela curiosidade e emoção de assistirem na telona seus heróis destemidos, fazendo com que a indústria do cinema fature milhões e promova grandes celebridades .
Como sou muito focada na Moda, nada mais interessante do que as roupas das heróinas ... rsss Com seus corpos maravilhosos em roupas justíssimas e acessórios.... hummmm Tem pra vender? rsss

A primeira da minha lista está a Mulher Maravilha. Que mulher não gostaria de um corpinho daquele. Com seu corpete e braceletes. Uma heroína com coroa , protagonizada por Lynda Carter e seus lindos olhos azuis e cabelos negros, fez grande sucesso nos seriados em 1975.   Uma das atrizes cotada para o papel no cinema é Megan Fox que não deixa a desejar nos poderes...O corpete e corselet estão  na moda, os braceletes iguais nos dois pulsos voltaram, e muitas mulheres já usam suas botas com shorts, algo que eu achava inconcebível tempos atrás. Não é que ficaram bonitas? A moda realmente muda nossos conceitos rsss
É claro que Megan Fox seria uma versão modernizada , uma nova  Mulher Maravilha de  calças justissímas, num corpo malhado, sem deixar de lado o laço. Um fetiche para muitos... Quem não gostaria de ser laçado por essa heróina? rsss

Lynda Carter






Devo confessar que não li nenhum quadrinho com a heroína Elektra. Mas no filme Elektra (2005),  Jennifer Garner mexeu com a imaginação dos marmanjos com uma sensualíssima heroína  ruiva ,  vestida em vermelho. E olhem tomem cuidado, mulheres são ferozes com facas (adagas).  As adagas afiadas tiveram mais utilidades do que picar legumes rsss
Suas roupas tinham muito couro, e muito justa. Top e calças vermelhas, tornando a heroína vibrante.  E com muita elasticidade, porque a Elektra de Jennifer Garner,  além de linda, tinha habilidades em boxe e artes marciais. Cuidado Ben Affleck... rsss








Outra grande e espetacular heroína dos quadrinhos e do cinema  é a Mulher Gato. Ou seria vilã?  O gato por si só já acompanham as mulheres, com seu olhar misterioso e andar felino. Pronto para o bote.  Uma das mulheres gato mais marcantes foi Michele Pfeiffer. A loira não deixou nada a desejar no papel, enlouquecendo Bruce Wayne no filme Batman (1989)-  com a famosa lambida, e sua roupa negra.Gatinha perigosa...




Em 2004 , a Gata entra novamente em ação com uma produção só dela. Protagonizado pela atriz Halle Barry, a produção não teve muito sucesso, afinal nada poderia superar a inesquecível Michele Pfeiffer.
Com o corpo menos coberto, Halle interpretou a mulher gato, com top e calça em couro.  Mostrando uma gata moderna, com corpo malhado e muita elasticidade. Sem problemas Halle, afinal agradar o público dos quadrinhos sem Batman , não é fácil não....




Outra heróina que infelizmente apareceu pouco nas telonas foi a Batgirl. No cinema seu papel foi interpretado pela atriz Alícia Silverstone, no filme Batman & Robin (1997). Na época as roupas dos  heróis causaram alvoroço , por mostrarem as formas sexuais dos  mocinhos. A loira não convenceu como heróina e  ganhou o troféu Framboesa de Ouro por sua atuação como Batgirl. Como tirar o foco do corpo e da fantasia toda modelada nas formas dos bonitões George Cloney e Chris O'Donnell? A loira com rostinho de anjo estava muito coberta rsss. Seu uniforme era bem revelador, mas não superava os mocinhos.




Este ano chega nos cinemas  mais um filme da saga Batman, com a mulher gato interpretada pela princesinha Anne Hathaway.  Pelas imagens, a moça será uma heróina ( ou vilã?) moderna. Afinal Anne não pode fazer feio, porque já sabe tudo de moda e interpretação ao nos deliciar com o filme " O Diabo Veste Prada". 


Uma gata motorizada e com óculos ultra-modernos. Estou louca pra assistir a nova versão da Mulher Gato. Miauuuu!

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge


Anne Hathaway

Afinal... Qual heroína é você?

Bjks

Kris Melo










27 de jan de 2012

NOVA CAMPANHA DIESEL PRIMAVERA-VERÃO 2012



Depois da passagem pela Diesel Island, a comunidade Diesel volta ao estúdio para uma sessão fotográfica com a dupla Mert & Marcus. Para o verão 2012, a célebre marca italiana aposta numa campanha publicitária mais minimal e salienta o seu estatuto icónico com imagens mais simples, mas igualmente surpreendentes e com toques de ironia, que rompem com as convenções da publicidade de moda. 


As novas imagens retratam um amante Diesel que é sensual, forte, desafiador, poderoso e brincalhão. Enquanto as mulheres fazem mimos a robôs retro, abraçam catos, regam plantas e se sentam em ovos gigantes, os homens surgem a carregar enormes martelos ou enjaulados em armadilhas para ursos.
Mais uma campanha de estilo espirituoso e ironia subtil, que assegura que a Diesel continua pura no coração.
Portraits for Successful Living!

26 de jan de 2012

GRAVATA DE VOLTA AO PESCOÇO


Agora que os homens mais velhos as deixaram para parecerem mais modernos e jovens, os jovens com estilo estão a reclamar “direitos” sobre a gravata, com o acessório, anteriormente desprezado, a regressar às passerelles no pescoço das mais reputadas marcas de moda masculina.
 
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Gravata de volta ao pescoço
 «Raramente uso uma», afirmou Antoine Arnault, o filho de 34 anos do empresário Bernard Arnault, dono do conglomerado do luxo LVMH, na Semana de Moda Masculina de Paris, à margem do primeiro desfile de moda de sempre da marca de calçado do LVMH, a Berluti – onde as gravatas fizeram parte do visual. «Exceto nas segundas-feiras à tarde quando tenho reuniões com o meu pai. Se não usar uma, sou o estranho desenquadrado», acrescentou.
Também o pai surgiu sem gravata na primeira fila do desfile Dior Homme – um facto que não passou despercebido à multidão de fashionistas. «É fim-de-semana», sussurrou alguém.
O silêncio instaurou-se com o primeiro modelo que pisou a passerelle com uma gravata, preta e fina, como a maioria dos looks criados pelo jovem designer belga da marca, Kris Van Assche.
Gravatas semelhantes foram vistas na Hermès e na Raf Simons – onde houve uma mudança, com a gravata entre dois colarinhos de camisa, sobrepostos a alturas diferentes.
E onde não surgiram gravatas houve muitas vezes a sugestão de uma – numa faixa de um lenço de seda visível sob a gola na Paul Smith ou uma camisa em seda cruzada tipo quimono na Louis Vuitton.
Karl Lagerfeld, por exemplo, nunca sai sem uma gravata. «Usei gravata toda a minha vida – desde a escola», disse após o desfile da Dior Homme. «Não suporto pessoas com um aspeto desgrenhado – sobretudo depois dos 35 anos».
A idade é, com efeito, crítica no que respeita à gravata. «De há alguns anos para cá, os homens de negócios começaram a sair sem gravata para parecerem mais novos», explicou o consultor da indústria de luxo Jean-Jacques Picart à margem do desfile de moda masculina da Kenzo, que utilizou gravatas num visual considerado como urbano e fácil. «Por isso, é normal que os jovens a reclamem», considera.
O problema de se andar sem gravata, segndo Picart, é que a maior parte das camisas são desenhadas para serem usadas com uma gravata. É preciso escolher um colarinho com botões muito altos no pescoço para ficar bem – e não há muitas por aí. Além disso, após uma certa idade, o «pescoço pode parecer um pouco rugoso – um pouco como o pescoço de uma galinha ou de um peru» - um argumento poderoso do seu ponto de vista para voltar a usar gravata.
Na Lanvin não houve gravatas até ao final, onde houve gravatas em todos os looks de noite – tirando um único laço, uma referência ao estilo próprio do designer Alber Elbaz. «As gravatas fazem parte do fato que está de volta», confirmou Elbaz. «Não as gravatas dos nossos pais ou avôs. São usadas por uma nova geração que vem do desporto, das novas tecnologias. Não é o mundo dos dandy’s nem o das salas de aulas», concluiu.
 
Fonte: AFP

CAMPO MINADO NA LINGERIE


Algures entre a sua última Barbie e o primeiro namorado, as pré-adolescentes tornaram-se um mercado de nicho para as empresas de lingerie, que concorrem para assegurar as preferências destas consumidoras. Contudo, todos os cuidados são poucos para não se cruzar a linha invisível entre o que é ou não permitido.
 
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Campo minado na lingerie
 Criar soutiens para recém-adolescentes é um potencial campo minado para as marcas: um design demasiado arrojado ou um pouco de enchimento no lugar errado e podem ser acusadas de tornar as suas jovens clientes em pequenas Lolitas sexualizadas.
No Salon International de Lingerie (SIL), que teve lugar em Paris no fim-de-semana passado, uma dúzia de empresas tinha modelos pensados para adolescentes e pré-adolescentes – também conhecidas como Tweens – incluindo meninas de 9 anos. «Para meninas dessa idade, o principal desafio para as marcas é tornarem-se apelativas para as mães», revelou a responsável pelo SIL, Cecile Vivier. «Tem de transmitir confiança e não ser demasiado sensual», sublinhou.
A maior parte da lingerie para pré-adolescentes presente na feira de Paris jogava pelo seguro, com soutiens em forma de triângulo simples, sem renda, algumas vezes com soutiens de treino ou tipo top.
A Petit Bateau, especialista em roupa interior de criança em algodão, oferece às meninas entre os 12 e os 16 anos soutiens triangulares com um bocadinho de enchimento – que, afirma, se destina a esconder o mamilo e não a aumentar o tamanho do peito. «Para a maior parte das raparigas com essa idade, um primeiro soutien tem como objetivo esconder uma silhueta em mudança», explicou a diretora comercial de vendas por grosso da Petit Bateau, Muriel Mertz. «Tem tudo a ver com conforto e invisibilidade – não se deve ser capaz de ver o mamilo. Estamos ainda num mundo infantil, antes das raparigas se tornarem mais mulheres, mais sedutoras», acrescentou.
A Skiny, uma empresa austríaca que desenha roupa interior para «toda a família», também oferece soutiens para adolescentes, com cores fortes, direcionados para meninas com 10 anos e mais. «São feitos de forma cuidadosa – sem enchimento», indicou o diretor de vendas internacionais Stefan Breitband. «Não apostamos em lingerie sexy. Não há atitude», realçou.
A lingerie para tweens é um território arriscado: no verão passado a marca francesa Jours Après Lunes causou polémica com a uma linha dirigida a meninas entre os 4 e os 12 anos que foi acusada na Grã-Bretanha e nos EUA de sexualizar crianças pequenas. Apesar de os seus conjuntos de cuecas e soutiens, em preto e branco ou cor-de-rosa, serem inocentes, a campanha publicitária foi considerada ofensiva por mostrar crianças a exibirem a sua roupa interior, com adereços femininos como maquilhagem e pérolas. A fundadora da marca, Sophie Morin, ripostou afirmando que as suas roupas pretendem precisamente ultrapassar a falha entre «roupa interior em algodão simples e o mundo da lingerie, cujos produtos são demasiado sensuais para crianças».
Uma investigação nos EUA, divulgada no ano passado, concluiu que cerca de um terço do vestuário direcionado para raparigas americanas pré-adolescentes tinha «características sexualizantes» - como o uso de materiais brilhantes em vermelho ou preto, estampados leopardo, cortes que dão ênfase ao rabo ou à área do peito.
A loja americana para pré-adolescentes Abercrombie Kids tem sido acusada repetidamente de pisar a linha – em 2002 por vender roupa interior com “wink wink” (piscar de olhos) e “eye candy” estampado na frente, e no ano passado por ter vendido um soutien push-up para criança.
As preocupações com a adequação da lingerie pré-adolescente levaram um consórcio britânico a publicar diretrizes para os produtores que se direcionam para meninas, apelando a que evitem rendas e soutiens push-up. «Primeiro os soutiens devem ser pensados para dar conforto, serem modestos e fornecerem suporte mas não realçar», indica o texto publicado no ano passado.
Para complicar mais as coisas, o crescimento da lingerie para adolescentes coincide com uma tendência de uma antecipação do desenvolvimento físico das crianças, com muitas raparigas a atingirem mais cedo a puberdade.
Segundo um estudo americano publicado no jornal Pediatrics em 2010, 15% das raparigas americanas têm seios com sete anos, uma tendência semelhante a ser observada na Europa e na Austrália. O que está a causar a mudança não está completamente entendido, com os possíveis fatores a incluírem obesidade ou químicos no ambiente que afetam as hormonas – mas qualquer que seja a causa, o resultado é que muitas adolescentes precisam de verdadeiros soutiens desde muito novas.
A marca adolescente da Lise Charmel, Antigel, registou, nos últimos três anos, um crescimento de 46% das vendas para copas maiores, de D a G. «As meninas com um peito grande têm de ir a lojas de lingerie para mulher – cheias de rendas – o que não está bem para elas», afirmou Sophie Grimaud, a diretora de relações públicas da marca. «As raparigas destas idades querem cores, grafismos», indicou Grimaud. «Não estão a tentar mostrar o seu corpo», acrescentou.
A Antigel – que se direciona para um segmento ligeiramente mais velho, a partir dos 15 anos – conhece bem, contudo, o território da sensualidade, com uma oferta que inclui soutiens com decotes profundos e cintos de ligas.
De igual forma, a Cleo, uma marca para adolescentes mais velhas especializada em tamanhos de copa grandes, oferece cortes retro, com bolinhas e estampados dos anos 50 em soutiens e boxers. «Direcionamo-nos para raparigas confiantes, que se querem divertir com a sua lingerie e que não se querem sentir como a sua mãe», explicou Marlene Castanheira, diretora de vendas da Cleo, quando questionada sobre os looks mais sensuais no catálogo.

Fonte: AFP
 

ÍCONES DA MODA EM VERSÃO SIMPSONS

Depois do aparecimento do Cartoon de marc acobs no South Park e de Coco Chanel e Terry Richardson no Spongebob, outras figuras do mundo da moda foram transportados para o universo dos desenhos animados.
O ilustrador italiano Alexsandro Palombo resolveu homenagear a famosa série americana “The Simpsons”, ao recriar algumas das figuras mais poderosas da indústria de moda em forma de cartoon.

Marc Jacobs, Karl Lagerfeld, Coco Chanel, Anna Wintour, Donatella Versace, Alber Elbaz, Suzy Menkes, Hilary Alexander, Diane Pernet e Grace Coddington foram todos caracterizados a partir dos personagens Homer e Marge Simpson. O resultado é bastante curioso. Veja as imagens.

KATE MOSS PROTAGONIZA NOVA CAMPANHA DA MANGO


Em maio de 2011, Kate Moss e o fotógrafo Terry Richardson foram os protagonistas de um vídeo promocional da coleção outono/inverno 2011/12 da Mango, em que interpretavam ladrões em fuga. Agora, Kate Moss torna-se oficialmente o rosto da nova campanha primavera/verão 2012 da conhecida marca de moda espanhola. A modelo britânica, que encarna o ideal de mulher urbana, independente e ousada que a Mango quer vestir, sucede, assim, a Isabeli Fontana, que foi imagem da marca durante este inverno. 


Kate Moss posou com peças da nova coleção de verão da Mango para a câmara de Terry Richardson, numa casa londrina. O styling foi da responsabilidade de Géraldine Saglio, enquanto Charlotte Tilbury e Odile Gilbert trataram da maquilhagem e do cabelo, respetivamente.
Além da campanha impressa, Kate Moss protagoniza também um novo spot televisivo para o verão 2012, intitulado “Spy Game”. Rodado sob a direção de Terry Richardson, em meados de dezembro, em Londres, o filme poderá ser visto na televisão no início de março em cerca de quarenta países, entre eles, Portugal, Alemanha, Espanha, França, México, Reino Unido, Rússia, Suíça e Turquia. Entretanto podemos ver o vídeo demaking of abaixo.
A Mango continua, assim, a apostar em estrelas de renome para as suas campanhas publicitárias. Modelos e atrizes reconhecidas como Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Milla Jovovich, Naomi Campbell, Eva Herzigova ou Claudia Schiffer já foram imagem da marca.

25 de jan de 2012

A SHADED VIEW ON FASHION FILM CHEGA A BARCELONA

Depois de passar por Londres, Nova Iorque, Tóquio, Moscovo e México, chega a vez de Barcelona receber o festival A Shaded View on Fashion Film (ASVOFF). O evento de cinema e moda foi idealizado por Diane Pernet em 2008 e desde então tem conquistado o apoio da crítica, por desafiar os parâmetros convencionais do cinema e difundir o ‘fashion film’ como um novo género na indústria. 
A primeira edição do ASVOFF na cidade Condal realiza-se na CaixaForum até ao próximo dia 27 de janeiro. Durante os quatro dias de festival, são apresentadas as melhores curtas metragens realizadas por profissionais e estudantes de design, moda e cinema. O programa inclui também a projeção da seleção The Best Of, feita pela própria Diane Pernet, das melhores curtas metragens das anteriores edições de ASVOFF, assim como uma série de debates e palestras com profissionais da indústria. A especialista em moda, Charo Mora, apresenta uma seleção de documentários sobre moda realizados em Espanha. E Lorea Iglesias, coordenadora do Móvil Film Fest, mostra as melhores curtas-metragens realizadas com telemóveis apresentadas a concurso no ASVOFF.



LOEWE


A marca espanhola de acessórios de luxo, Loewe, volta ao Hotel Ritz, em Madrid, para apresentar a sua campanha primavera/verão 2012, protagonizada por Saskia de Brauw e Cristian Cruz. Stuart Vevers, diretor criativo da marca, sintetiza na modelo de 30 anos as características da mulher Loewe: caráter, segurança e sofisticação. 


Embora os rostos da campanha tenham mudado, a equipa artística mantém-se: Mert Alas e Marcus Piggott são os fotógrafos e Katie Grand, diretora da revista de moda Love, assume a liderança na direção de arte. Mas as verdadeiras protagonistas das imagens são, sem dúvida, as malas Amazona, Flamenco e Granada para mulher, e o saco Vigo para homem.

Dior sem criador: até quando?


Dez meses após John Galliano ter sido despedido por insultos racistas, a Dior não nomeou ainda um novo diretor criativo, apesar das vendas continuarem a crescer. Mas levanta-se a questão: durante quanto tempo pode a casa de moda francesa prosperar sem um criador ao leme?
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Dior sem criador: até quando?
 Na Semana de Moda de Paris em setembro, o diretor-executivo da Christian Dior, Sidney Toledano, recusou qualquer questão sobre a sucessão de Galliano, afirmando que a casa de moda irá levar o tempo necessário para encontrar a pessoa certa.
No mês seguinte, a Dior – a jóia da coroa do império de luxo de Bernard Arnault – registou um volume de negócios de 705 milhões de euros nos primeiros três trimestres de 2011, mais 21% em comparação com igual período de 2010. As vendas a retalho aumentaram 27%.
As vendas em alta sugerem que a Dior conseguiu limitar os estragos provocados pelo escândalo Galliano, despedindo-o imediatamente após o vídeo ter vindo a público. Desde então, o “braço direito” do criador britânico, Bill Gaytten, tem supervisionado as coleções, mantendo os “códigos” da casa de moda desde o vermelho Dior ao fato clássico justo na cinta.
Para a historiadora de moda Lydia Kamitsis, Galliano pode já não estar na Dior, mas a casa de moda está ainda a aproveitar «tudo o que ele trouxe em termos de produto, de imagem ou direção artística em geral». No entanto, os especialistas advertem que a casa de moda não pode continuar para sempre sem direção artística, sobretudo no que diz respeito à alta-costura.
Recuando algumas décadas, a Chanel continuou a vender fatos a um bom ritmo após a morte de Coco Chanel em 1971 – mas em termos criativos a casa estava num impasse até à chegada de Karl Lagerfeld 12 anos mais tarde.
«É possível estar sem um designer uma estação ou duas», acredita Serge Carreira, especialista no setor do luxo e professor na universidade Sciences Po em Paris. «Mas há um limite, uma marca tem de ser regularmente refrescada e renovada», acrescenta. Por agora, a Dior está a usar «a recompensa de um reposicionamento considerável feito a partir de meados dos anos 2000», construindo a identidade da marca e desenvolvendo-a internacionalmente, sobretudo na China. «Uma dinâmica que estava em curso bem antes da saída de Galliano», realça o especialista. O sucesso da carteira Lady Dior e do perfume J’Adore – um dos mais vendidos em todo o mundo – mostra que «a marca tem um motor».
Patricia Romatet, do Institut Français de la Mode (IFM), vê na pluralidade da casa da Dior cmo a sua principal força, como fica exemplificado pelas várias atrizes que dão a cara pela marca nas suas campanhas publicitárias. Charlize Theron oferece «uma ultrafeminilidade glamourosa», Natalie Portman «uma feminilidade mais consensual», Marion Cotillard traz «a sofisticação e a classe francesa» e a americana Mila Kunis «um toque de juventude».
Esta dferenciação da marca – apesar da falta de um designer – é também sinal de «trabalhadores altamente profissionais que mantém o negócio da empresa a florescer», considera Romatet, que sugere ainda que a Dior pode emergir mais forte deste hiato sem designer. «A pausa dá algum espaço para respirar e pode permitir tomar uma nova direção, começar de novo».
O designer belga vanguardista Raf Simons é atualmente apontado pela imprensa como o favorito para suceder a Galliano.
Já Galliano desapareceu, apesar dos melhores esforços dos paparazzi para o encontrarem. Afetado pelo que referiu ser uma dependência de álcool, drogas e medicamentos – que culpou pelos insultos que proferiu –, Galliano esteve em desintoxicação após ter sido despedido pela Dior. Fez uma breve aparição no julgamento em Paris, em junho, mas não ouviu a sentença em setembro, quando o tribunal o condenou a uma pena suspensa.
O designer surgiu ainda em julho, no casamento de Kate Moss, afirmando em declarações à Vogue que fazer o vestido da supermodelo tinha sido uma forma de «reabilitação criativa». «Ela desafiou-me a ser novamente John Galliano», concluiu.

Fonte: AFP