28 de jun de 2013

O lado divertido da moda

 

O lado divertido da moda

Publicada a: 24-06-2013
Fonte: New York Times
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A apresentação das coleções resort das grandes casas de moda parece apostar na diversão e na imaginação, com a maioria dos designers a expressarem a sua criatividade em peças que deixam de lado os estereótipos e espelham uma vertente mais descontraída da moda. 
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O lado divertido da moda
Os desfiles resort são uma completa distração. Ninguém pode realmente decidir se o resort é uma forma simpática de retrabalhar a mais recente linha de passerelle de um designer ou uma coisa completamente diferente. Deve ser relaxada ou balnear? Ou há uma oportunidade para criar uma interpretação nova do resort, como demonstrou Raf Simons em maio com o seu primeiro desfile Dior resort?
Certamente que a moda resort revela quem tem um toque leve. Riccardo Tisci, da Givenchy, retomou algumas ideias da sua mais recente coleção de pronto-a-vestir, como a noção de converter um casaco num corpete, mas o resultado não foi unânime. E as colagens de estampados florais irão parecer sem vida nos cabides, sobretudo depois de algumas estações onde os estampados foram fortes.
Os florais mais interessantes apresentados nas coleções resort foram em grande parte abstratos (Narciso Rodriguez, Carolina Herrera) ou amplamente rodeados de branco, como os da Stella McCartney, que acrescentou amarelo-piton às lapelas de um blazer estampado. Com efeito, a criadora usou o estampado cobra de forma divertida em toda a coleção, incluindo casacos de basebol. McCartney e a sua equipa usaram o resort para se divertirem. Não que as suas coleções na passerelle sejam muito sérias, mas é preciso um toque extra de doidice para mostrar um minivestido com corações.
Mas de vestidos sérios estão os guarda-roupas cheios. Entre os pelos glamourosos e riscas reconstituídas na coleção de Marc Jacobs destacou-se um vestido azul curto, numa indefinição entre um estampado pontilhado ou um tecido jacquard. As saias com pregas de Donna Karan com tops simples pareceram elegantes e amigáveis. O Acne Studio mergulhou num exagero de tecido laranja, apesar das linhas fluídas, um tema comum ao resort. Narciso Rodriguez mostrou calças com dois tons, sintonizando as suas riscas num detalhe no casaco e repetindo o padrão ousado num vestido fluído sem mangas.
Algumas das roupas menos pretensiosas encontram-se nas pequenas marcas, como as charmosas jardineiras da Philosophy, um polo em malha oversize da Rachel Comey e uns calções em preto e branco e casaco a combinar da Maiyet. A sua designer, Kristy Caylor, apresentou igualmente alguns vestidos ousados em algodão branco. E embora Diane von Furstenberg não seja propriamente um nome pequeno, os seus minivestidos envelope em padrões geométricos trouxeram um toque de frescura.
Os vestidos e calções em renda desenhados por Clare Waight Keller da Chloé trouxeram o ambiente da praia para a coleção, enquanto as suas versões de um trench coat esguio e calças às riscas suaves como pijamas pareceram um tributo a uma mulher que odeia usar as suas roupas de uma forma normal.
O mesmo pode ser dito da coleção atrativa de Thom Browne com xadrezes e riscas, mostradas do inverso, e algumas peças individuais bem construídas. Alber Elbaz pode ser acusado de se repetir, mas a sua última coleção resort incluiu alguns modelos verdadeiramente preciosos, como um vestido cocktail vermelho justo com costuras nos sítios certos e alguns vestidos estivais extraordinários em branco.
Fonte: New York Times

1 de jun de 2013

AS MULHERES E A ARTE PELA LENTE DE REED KRAKOFF

O novo livro de arte da editora Assouline, a ser publicado no próximo mês de junho, intitula-se “Women in Art: Figures of Influence” e presta homenagem às mulheres mais influentes no mundo da arte contemporânea, através de intensos retratos a preto e branco captados pelo designer de moda americano, Reed Krakoff. De Valentina Castellani, Almine Rech e Jeanne Greenberg Rohatyn a Dominique Lévy, Marianne Boesky e Lucy Chadwick, cada uma das mulheres retratadas possui um enorme talento e criatividade, tornando-as figuras proeminentes nas mais prestigiadas galerias, museus e instituições de todo o mundo.

Cada imagem é complementada por um questionário – que segue o espírito do famoso questionário Proust – preenchido pessoalmente por cada mulher, e por uma seleção de obras de arte.

O designer americano Reed Krakoff foi convidado a fotografar estas influentes mulheres, que têm em comum a paixão pela arte. Formado pela prestigiada Parsons School of Design, Krakoff trabalhou para Ralph Lauren e Anne Klein, antes de ser nomeado presidente e diretor artístico da marca de acessórios Coach, em 1998. Em 2010, lançou a sua marca homónima de pronto-a-vestir feminino e acessórios. Além de assinar as suas coleções, Reed Krakoff dedica-se também à fotografia, concebendo e fotografando as campanhas da sua marca. As suas fotografias tem sido expostas em galerias em Nova Iorque e Tóquio e publicadas em revistas como Interview, Elle Décor, e Town & Country. “Women in Art: Figures of Influence” é o seu primeiro livro com a Assouline.

Um verdadeiro objeto de arte, “Women in Art: Figures of Influence” oferece um olhar único sobre o lado feminino do mundo da arte.

A galope para a passerelle

O estilo equestre está a migrar dos picadeiros para a passerelle, com muitas marcas de luxo, como a Hermès, a Gucci ou a Hunter, a recuperarem a sua história e a transporem para as suas linhas o espírito campestre, respondendo a uma procura crescente por parte dos consumidores por este estilo de vida. 
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A galope para a passerelle
Longe dos vestidos inapropriadamente brilhantes e saltos vertiginosos que pisam a relva durante eventos como a corrida de cavalos Grand National (em Liverpool), várias marcas de luxo estão a sentir um renascimento de um estilo estético equestre mais autêntico.
As marcas com fortes ligações aos cavalos, da Hermès e Gucci aos históricos nomes britânicos como Swaine Adeney Brigg, Hunter e Tanner Krolle, estão a registar um aumento súbito nas vendas, sobretudo na Ásia e no Médio Oriente, onde a autenticidade e origem são valorizadas. Como resultado, o classicismo equestre está de novo no radar do estilo.
«Apesar de muitos consumidores não serem eles próprios cavaleiros, é o que as linhas inspiradas no desporto equestre representam que os atrai, querem comprar o estilo de vida», sustenta Honor Westnedge, analista de retalho na empresa de pesquisa de mercado Verdict.
«Os cavalos sempre foram símbolos de poder na história e na literatura», concorda Lucy Cleland, editora da revista mensal britânica Country & Town House. «O uso perfeito do couro, o corte e o seu lado prático tornam o estilo inspirado na cavalaria sensual e intemporal».
Tal como sublinha Pierre-Alexis Dumas, diretor artístico da Hermès, na introdução do Le Monde d’Hermès, uma brochura para a primavera-verão produzida pela marca de luxo com inspiração equestre, «o cavalo, afinal de contas, foi o primeiro atleta vestido pela casa». Fundada em 1837 em Paris para equipar os homens e mulheres nobres com arneses, freios e selas para carruagens, a Hermès reflete estas tradições com a sua atual campanha publicitária “A Sporting Life”.
A marca italiana de luxo Gucci, fundada por Guccio Gucci em Florença, em 1921, e especializada em malas para os aristocratas, regressou nos últimos anos ao mundo equestre, recrutando Charlotte Casiraghi, de 26 anos, que faz salto a cavalo e tem como outras credenciais ser a quarta em linha para o trono do Mónaco, como cara da marca. Vestida num guarda-roupa equestre clássico criado por Frida Giannini, com lenços em seda usados como pulseiras, Casiraghi capta o ideal atual, tal como a sua mãe, a princesa Carolina, nos anos 70 e a sua avó, Grace Kelly, nos anos 60.
Em novembro do ano passado, a Gucci lançou uma nova coleção equestre de 15 peças, caracterizada por modelos clássicos da casa de moda, como as faixas com riscas verde-vermelho-verde. Embora as gabardinas e a capa de montar em veludo possam ser usadas enquanto sentado na sela em couro Guccissima (a marca ainda produz selas), não ficarão descontextualizadas fora do picadeiro.
O mesmo se aplica às galochas Hunter – uma pechincha de cerca de 100 euros, em comparação com as da rival francesa Le Chameau, preferidas por Kate Middleton e pelo Príncipe Harry, que podem custar mais de 400 euros –, que ficam tão bem à chuva no bairro mais trendy da cidade como nos estábulos.
«Os nossos leitores tendem a passar a semana na cidade e irem para o campo no fim de semana. O campo está agora na moda e dita muitas vezes as tendências de passerelle», sustenta Cleland. «O nosso primeiro suplemento “Desportos de Campo” no inverno passado juntou Elie Saab com Really Wild (uma marca apreciada pelos Middletons) e Alberta Ferretti com a especialista em armas William & Son, mostrando como as casas de moda e as marcas de desporto tradicionais podem funcionar juntas», acrescenta.
Honor Westnedge considera que, tal como as marcas de luxo estão a satisfazer a procura por um estilo equestre no topo do mercado, a tendência está também a revelar-se em segmentos mais baixos, como o médio, como prova a Joules, uma marca de vestuário de campo à venda na flagship de Londres da Topshop assim como nas suas lojas próprias.
«É vital continuar a trazer novidade para a marca», acredita John O’Sullivan, da Tanner Krolle, uma marca de luxo britânica fundada em 1956 por Frederic Krolle, a segunda geração de uma família especialista em selas. «O maior interesse dos homens por moda teve um grande impacto na empresa, com o negócio de artigos em pele de luxo para homem a crescer 14% em três anos, em comparação com o crescimento de 8% no vestuário de senhora», refere.
Embora as malas pesadas se estejam a transformar em capas em pele suave para iPads, a Taner Krolle continua a incorporar os mesmos acabamentos de freio que usava há 150 anos.
O mundo do design de interiores está também a apanhar a popularidade do chique equestre. Em 2010, Cara Walisnky, cavaleira há muitos anos, lançou a Deux Chevaux, a primeira marca americana de lifestyle equestre, que até incorpora aromas relacionados com cavalos nas velas. «Nem toda a gente tem o tempo ou recursos para perseguir um interesse em cavalos, mas achei que seria fantástico se todos pudessem cheirar a doçura do palheiro e saborear o calor de um cobertor do estábulo numa noite fria de inverno», justifica Walinsky.
Fonte: Financial Times

Homem suave como seda

A seda, só ou em misturas com lã, algodão e linho, é uma das grandes tendências para este verão, interpretada por grandes nomes da moda, como Ermenegildo Zegna e Etro, em casacos e fatos que prometem implantar definitivamente a suavidade no guarda-roupa dos homens.  
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Homem suave como seda
Este verão, a rota da seda está a tomar uma nova direção, conduzida não da Índia, mas de Itália. E a moda masculina – dos fatos às camisas, calças e até gabardinas – está a ser reinventada com esta fibra de luxo.
A nova gama Passion for Silk (ou paixão pela seda, em português) da Ermenegildo Zegna inclui casacos de corte clássico com botões em madrepérola, calças a combinar e camisas em seda estampadas. «A seda tem propriedades extraordinárias», afirma Anna Zegna, diretora de imagem da marca italiana. «É versátil e luxuosa, mas é também a fibra ideal para criar uma silhueta moderna e masculina», acrescenta.
A Etro propõe também vários casacos e fatos em seda para a primavera-verão em todas as cores e feitios, desde os ousados padrões com cornucópias a tons conservadores como azul-acinzentado com acabamentos mais em bruto. A seda «é tanto prática como esotérica», considera o diretor criativo Kean Etro. «Absorve a cor como nenhum outro material e acrescenta riqueza ao tecido. Consegue-se todo o tipo de efeitos com a seda. Pode ser áspero ou suave, mate ou brilhante», acrescenta.
Mas será que os homens usam realmente seda? Para além das associações femininas habituais, não é, apesar das alegações da Etro de que é prático, o tecido mais fácil de cuidar: mancha e enruga, isto sem falar das contas da limpeza a seco.
Zegna acredita, contudo, que a resposta é claramente «sim». Com efeito, em 2009, o grupo investiu na fibra e comprou a Tessitura di Novara, uma empresa sediada no norte de Itália que produz seda desde 1932. Agora, tal como a principal base de produção da Zegna, a gama de seda da marca pode ser fiada, tingida, tecida e acabada completamente dentro de portas.
«Foi apenas depois de termos acabado a nossa atual coleção que vi a campanha Passion for Silk da Zegna», afirma Etro. «Estou certo que as pessoas pensam que nos juntamos e decidimos estas coisas antecipadamente, mas juro que não», assegura.
Em Londres, o alfaiate de Savile Row Richard James notou uma crescente procura por seda nos últimos anos, sobretudo em consumidores do feito à medida. «Não tenho a certeza se os homens alguma vez pensaram que a seda era demasiado feminina», afirma. «Lenços de bolso em seda, forro em seda, gravatas em seda, camisas em seda, meias com seda… Diria que os homens sempre abraçaram a seda e a usaram de forma inteligente como meio de autoexpressão. A seda acrescenta um pouco de glamour, por isso é perfeita para vestuário de noite», sublinha.
A seda é também uma forma de fazer uma afirmação – veja-se o casaco de smoking lilás de Tom Ford ou a gabardina em azul metálico da Burberry Prorsum.
Mas e a questão de cuidar da seda? «Na verdade não é muito mais difícil do que cuidar de outro tecido de luxo», considera James. «Mas é preciso cuidar dele. Não é poliéster!», sublinha. Já Etro insiste que a seda é «a maior trabalhadora» de todos os tecidos, citando a sua versatilidade.
Se a seda pura pode ser um passo de alfaiataria demasiado grande, é fácil de vender quando misturada com outras fibras tradicionais. «Muitas vezes misturamos com alguma lã, para lhe dar corpo, ou algodão para um look mais casual», explica Etro.
James concorda. «Misturar seda com linho, lã ou algodão dá-lhe mais estrutura e torna-a mais fácil de trabalhar. Acrescenta um toque de definição ao tecido, dando-lhe brilho, o que cria uma silhueta clean. As misturas de lã e seda são populares nesta estação. Tal como as misturas de linho com seda: a rudeza do linho combina perfeitamente com a elegância da seda».
Os tecidos que misturam seda funcionam para o dia a dia, como os blazers com um único botão em linho, lã e seda da Brioni, os casacos em caxemira e seda da Lorna Piano ou os casacos em algodão e seda da Sandro.
É, por isso, provável que na compra do próximo casaco de verão, os homens vejam na etiqueta uma das fibras mais “quentes” desta estação: a seda.
Fonte: Financial Times

É tempo de vestidos

O vestido feminino ao estilo dos anos 40 está de volta ao guarda-roupa das mulheres em todo o mundo, com a sua simplicidade e elegância a torná-lo numa peça de referência, quer no exigente mundo laboral, quer num ambiente mais informal com a família ou amigos.
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É tempo de vestidos
 Com a chegada das temperaturas mais altas, o vestido volta a ocupar o centro das atenções – mas não um vestido qualquer. É o vestido elegante, cintado, com saia pelo joelho, normalmente floral, que se tornou numa alternativa de verão ao fato de saia e casaco.
Este tipo de vestido pode historicamente lembrar imagens de uma dona de casa dos anos 40, com o cabelo emproado e sapatos com pequenos saltos, atrás de uma vedação branca, mas a versão de hoje é o oposto do vintage, como mostra a versão floral da Bottega Veneta, misturada com tachas, o da Valentino, com pele de cobra e renda, e o look duro em couro da Loewe. Depois há o estilo azul da Etro com um corte sensual nas costas e o mini vestido em popelina branca da Balenciaga. Juntos acrescentam algo ao guarda-roupa de uma mulher forte, o que explica talvez o motivo pelo qual figuras do poder como a Primeira-Dama Michelle Obama e a editora da Vogue Anna Wintour são fãs.
Kerry Taylor, leiloeira de moda, revela que «uso vestidos a toda a hora porque adoro o look retro. Os vestidos são diferentes do que há na rua. São formais, bem estruturados, bem cortados e fáceis de usar».
Taylor não é obviamente a única a gostar deste que é um dos estilos mais versáteis. O vestido com estampado floral em verde esmeralda da Giambattista Valli esgotou em apenas uma semana na retalhista on-line mytheresa.com, enquanto o vestido floral desbotado em seda da dupla britânica Clements Ribeiro é o artigo que mais rapidamente está a vender na marca.
«A forma como o vestido é conjugado pode mudar completamente o visual», afirma Stuart Vevers, diretor criativo da Loewe. «Quer seja completamente tapado e elegante ou aberto para um look mais sensual, é muito versátil», acrescenta.
Sarah Armitage, especialista no agendamento de celebridades, afirma que «o meu vestido é uma peça com que não tenho de me preocupar. Simplesmente visto-o com um par de sapatilhas giras para festas com os amigos ou saltos altos para Ascot e estou pronta. Também uso este tipo de vestido no trabalho. São elegantes mas divertidos, por isso não perco a minha personalidade. Simplesmente uso um casaco mais formal para um look mais empresarial», acrescenta.
Com efeito, é esta facilidade de vestir que a designer Tory Burch acredita ser responsável pelo renascimento deste tipo de vestido. Burch, cujos vestidos variam dos visuais estruturados em tecido de algodão fino a organza bordada, acredita que as mulheres estão a preferir este tipo de vestido como uma solução simples nas suas vidas agitadas – entre gerir carreira e família, precisam de peças com estilo que exijam pouco esforço. Burch sabe do que fala, já que tem de equilibrar um negócio avaliado em 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,55 mil milhões de euros) e educar três filhos – tudo enquanto usa, muitas vezes, o seu vestido favorito com grafismos em vermelho, preto e branco e um cinto em couro.
É irónico, claro, que esta solução surja de uma peça de vestuário popularizada quando muitas mulheres estavam presas à cozinha, mas essa é a forma clássica da moda se revelar: transformar o símbolo de servidão de uma geração em veículo de libertação para outra.
Juntamente com este tipo de vestido, outro paradigma da feminilidade são as armações ou crinolinas, usadas para conferir uma forma arredonda por baixo dos vestidos ou saias. Voltou às luzes da ribalta graças a influências da moda tão díspares como a personagem Lady Mary, de Downton Abbey, com os seus vestidos em camadas, e Beyoncé, que usou uma saia com crinolina da DSquared2 na tournée Mrs Carter.
As crinolinas são também celebradas na RetroSpective, uma nova exposição em Nova Iorque que analisa a influência da história da moda em designers contemporâneos. Jennifer Farley, curadora da exibição, sustenta que «a forma em ampulheta é o arquétipo da feminilidade e do corpo feminino».
Algo que fica provado nas atuais coleções. Armações apareceram em saias transparentes na Alexander McQueen, a Dolce & Gabbana apresentou versões em vime e a Comme des Garçons criou formas em crinolina para camadas enrugadas. Raf Simons, para a Dior, esculpiu uma saia floral em azul metálico. Depois há o dramático mini-crini em preto da Lanvin, o vestido em feltro e couro da Rodarte, com uma saia com crinolina em organza de seda, o vestido em tweed de Oscar de La Renta e a saia com bordado inglês e sobreposição de plástico transparente de Simone Rocha.
Vivienne Wetswood tem sido sinónimo do visual desde que o revolucionou como o mini-crini em 1985, num desfile que estará em exposição na exibição de moda dos anos 80 no Victoria and Albert Museum, e incluiu o vestido de noite metálico na sua atual coleção “Gold”. «Nunca houve uma moda inventada que fosse mais sensual. Estes vestidos dão uma postura de bailarina e são muito elegantes», considera a criadora britânica.
Embora as anteriores reencarnações tenham sido literais, as crinolinas de hoje são mais subtis. Os designers têm experimentado com proporções, como as formas triangulares na atual House of Worth, criadora da crinolina do século XIX, e novos tecidos, como neoprene, que pode ser moldado numa forma. O designer americano Thom Browne, que criou armações de crinolina com faixas multicolores sobre um conjunto de casaco e calças xadrez, considera que «não tem tanto a ver com a crinolina mas com o avesso para o tornar mais bem divertido, surreal e interessante».
A mostra RetroSpective está no Fashion Institute of Technology em Nova Iorque até 16 de novembro.
Fonte: Financial Times

SCOTT SCHUMAN FOTOGRAFA NOVA CAMPANHA H.E. BY MANGO

O modelo Andrés Velencoso e o reconhecido fotógrafo e blogger americano, Scott Schuman: a marca de moda espanhola Mango criou a combinação perfeita para a nova campanha de outono/inverno 2013/14 da sua linha masculina, H.E by Mango.

As fotos de Scott Schuman mostram as propostas masculinas da marca espanhola para a próxima estação fria. H.E. by MANGO aposta num estilo smart casual inspirado na geração beat e no vintage mais americano, onde predominam as cores naturais, caquis e tons de terra e granada. A esta aposta junta-se a coleção urban nature, uma tendência mais generalista inspirada nas cidades verdes, onde a tecnologia e as origens rurais do homem se conseguem misturando o estilo mais sofisticado com peças masculinas e urbanas para o dia a dia. A coleção suite Premium, por seu turno, amplia a sua oferta de fatos com o Classic Fit e peças versáteis para um estilo business em que os pormenores marcam a diferença.

Autor de um dos blogues mais visitados do mundo (The Sartorialist), Scott Schuman explica o seu trabalho: “Eu não escolho as pessoas; apenas reajo ao que vejo. Adoro ir de bicicleta pela cidade; vou devagar e reparo no que me rodeia.” Sobre a sua colaboração com a Mango, afirma: “Trabalhar com Andrés Velencoso foi muito fácil. Ele sabe tão bem o que faz que me é difícil voltar a fazer fotos com pessoas que não estão acostumadas a estar diante de uma câmara.”

Por seu lado, Andrés Velencoso, modelo da campanha e imagem da marca, comenta: “Foi diferente das outras sessões de fotos. A visão e o estilo do Scott são únicos. Ao ver as suas fotos, sinto vontade de ir a esses mesmos lugares.”

A H.E. by MANGO foi criada em 2008 com o objetivo de oferecer uma linha de moda masculina atual e contemporânea. O seu estilo baseia-se na atualização dos clássicos, dando-lhes um toque de moda e adaptando as tendências a um estilo urbano.

Veja o making of da campanha.

FOTOGRAFIAS DE ERWIN BLUMENFELD EM EXIBIÇÃO NA SOMERSET HOUSE

Erwin Blumenfeld (1897-1969) foi um dos fotógrafos de retratos e de moda mais reconhecidos nas décadas de 1940 e 1950. As principais revistas americanas, incluindo a Vogue e a Harper’s Bazaar, contrataram-no pelas suas imagens altamente criativas e singulares. 100 dessas coloridas e originais fotografias estão agora em exibição na Somerset House, em Londres, numa grandiosa mostra intitulada “Blumenfeld Studio: New York, 1941 – 1960”, que foca a carreira de Erwin Blumenfeld em Nova Iorque e celebra a sua capacidade para elevar a moda à condição de arte. Patente ao público até 1 de setembro, a exposição inclui fotografias de moda, campanhas publicitárias, retratos de personalidades, cartazes e trabalho experimental, assim como filmes de moda do início da década de 1960.

Depois de sair de França em 1941 para se estabelecer em Nova Iorque, o fotógrafo de origem alemã foi imediatamente contratado pela Harper’s Bazaar, colaborando com Carmel Snow e Diana Vreeland nas produções de moda da revista. Após três anos de trabalho, Blumenfeld tornou-se um dos fotógrafos mais famosos e bem pagos na área da moda, com o New York Times a distingui-lo como "um líder excecional da fotografia criativa".

Erwin Blumenfeld colaborou durante 15 anos com a Vogue americana e Alexander Liberman, fotografando mais de cinquenta capas da revista. Trabalhou também regularmente com outras publicações de moda americanas, como Cosmopolitan e Life Magazine, e fotografou campanhas publicitárias para grandes marcas de moda e beleza, incluindo Dior, Elizabeth Arden, Max Factor, L'Oréal e Helena Rubenstein.

Extremamente criativo, e opondo-se frequentemente aos códigos convencionais da fotografia, Erwin Blumenfeld desenvolveu o seu próprio estilo, usando fotomontagem, solarização, slides coloridos, entre outras técnicas. Desde o início da sua carreira, foi profundamente influenciado pela ideia da fotografia como arte, desejando ser respeitado como um artista de vanguarda, mais do que como um fotógrafo de moda.


“BLUMENFELD STUDIO: NEW YORK, 1941 – 1960”

SOMERSET HOUSE
Strand, London WC2R 1LA


FOTOS (da esquerda para a direita):
1 – Lilian Macusson, capa Vogue, janeiro 1951
2 – Moda verão, Vogue, 1953
3 – Grace Kelly, Cosmopolitan, 1955
4 – Evelyn Tripp, Vogue, novembro 1949
5 – Capa Vogue, março 1945


FONDAZIONE BISAZZA APRESENTA PRIMEIRA RETROSPETIVA NA EUROPA DE RICHARD MEIER






Fondazione Bisazza, em Itália, presta homenagem a Richard Meier, um dos expoentes máximos da arquitetura contemporânea, com a apresentação de uma exposição retrospetiva dos seus 50 anos de carreira, intitulada “Richard Meier: Architecture and Design”.

A mostra é organizada pela Fondazione Bisazza em colaboração com a empresa de Richard Meier, e inclui uma seleção dos projetos mais representativos do famoso arquiteto americano, nomeadamente a Smith House, em Connecticut; o Getty Center, em Los Angeles; a Neugebauer Residence, em Florida; a Jubilee Church, em Roma; o High Museum of Art, em Atlanta; a Bibliothèque Nationale, em França, entre muitos outros. Em exibição estão esboços originais, desenhos técnicos, renderings e fotografias, assim como vários produtos de design menos conhecidos do grande público, como a coleção de tableware que Meier criou para a Reed & Barton em colaboração com Swid Powell.

Uma área separada da exposição acolhe “Internal Time”, uma instalação site-specific projetada especialmente pelo arquiteto norte-americano para integrar a coleção permanente da Fondazione Bisazza, que já inclui trabalhos de designers de destaque, como Alessandro Mendini e Jaime Hayon. Trata-se de um jardim geométrico, de imponentes elementos verticais cobertos de painéis de mosaico branco, onde o único elemento horizontal é um banco para os visitantes meditarem. Richard Meier explica: "Esta instalação não é necessariamente apenas um objeto em exibição na galeria. A instalação é desenhada com base no contexto do espaço, a estrutura do edifício e os pontos de vista para o jardim."

“Richard Meier: Architecture and Design” está patente ao público até 28 de julho de 2013.

COLEÇÃO DE MARIO TESTINO PARA NET-A-PORTER

Em julho de 2012, Mario Testino regressou ao Peru, a sua terra natal, para fundar a MATE, uma associação cultural de apoio ao artesanato peruano. Poucos meses depois, o célebre fotógrafo de moda inaugurou a primeira exposição da fundação, intitulada "Alta Moda", homenageando o artesanato local através de uma série de fotografias originais.

Empenhado em continuar a consagrar a cultura do seu país de origem, Mario Testino apresenta agora uma coleção cápsula de roupa e acessórios, que estará disponível exclusivamente em Net-a-Porter.com, a partir de junho próximo, e cujos lucros reverterão em parte para a MATE. São t-shirts, kaftans, lenços, bolsas e joias criados pelo próprio fotógrafo, que combinam motivos inspirados nos trajes tradicionais ultra coloridos do Peru com jogos de assimetrias e efeitos caleidoscópicos. Uma coleção muito gráfica, que foi também inspirada na exposição de fotografias “Alta Moda”, patente na associação MATE, até 16 setembro de 2013.


MUSEU DO LOUVRE EXPÕE OBRA DE MICHELANGELO PISTOLETTO

Até ao dia 2 de setembro, o Museu do Louvre, em Paris, apresenta “Year 1: Earthly Paradise”, uma grandiosa mostra do trabalho do artista italianoMichelangelo Pistoletto, que marca a transição para a nova era da metamorfose humana, social e cultural.

A exposição engloba três marcos temporais: o passado, num contexto de retrospetiva; o presente, visto nos trabalhos com espelhos que refletem os visitantes; e o futuro, representado num enorme obelisco encimado por um laço, um símbolo da revolução em curso. Obras históricas de Michelangelo Pistoletto fazem eco às pinturas italianas e às estátuas gregas e romanas, enquanto outras peças mais recentes - espelhos e instalações – refletem a sua estética atual.

Espiritualidade, figuração, o quebrar de fronteiras entre as artes, solidariedade social, e fusão entre arte e vida: estes são os temas que permeiam o pensamento de Michelangelo Pistoletto, o fundador da Cittadellarte.

FOTOS: © Antoine Mongodin

LACOSTE L!VE X OSAMU TEZUKA

A marca francesa Lacoste L!ve mantém-se fiel ao seu estilo casual chic, com um toque de humor e ousadia, e apresenta mais uma novidade para este verão: uma coleção cápsula de polos, t-shirts e calçado inspirada no elenco de personagens que popularizaram os comics do cartoonista e artista de manga japonês, Osamu Tezuka, criador de “Astro Boy”, “Jungle Emperor Leo” e “Black Jack”.

A coleção foi criada em colaboração com a equipa Tezuka Productions, que desde a morte do seu fundador, em 1989, se tem dedicado à expansão do seu legado. Exemplo disso é a colaboração com o designer Hiroaki Ohya no lançamento da coleção "Astroboy by Ohya", em 1999, uma interpretação do imaginário de Osamu Tezuka aplicada à moda. Para realizar as peças desta colaboração com a Lacoste L!ve, a Tezuka Productions voltou a contar com Ohya.

Para criar os comic polos e t-shirts, o designer recordou a frase “Os homens tiveram três sonhos desde o início dos tempos. Um é lutar, outro é a transformação e o último é a capacidade de comunicar com os animais e a natureza” - retirada do livro “201 Words That Help You to Open Up a Path to the Future” de Osamu Tezuka - e escolheu pessoalmente as suas cenas preferidas que melhor representam esses três sonhos, a partir de seis mangas originais. “As histórias são contadas entre a embalagem e os polos, para melhor marcar a introdução, desenvolvimento e conclusão. As sequelas podem ser livremente acrescentadas por quem vista os polos ou t-shirts. Na verdade, para além de quem os veste, todos os que entrem em contato e se divirtam com os comics Osamu Tezuka podem, e devem, participar”, afirma o designer.

A coleção estará disponível nas lojas da Lacoste já a partir de junho.


CARA DELEVINGNE É O NOVO ROSTO DA SAINT LAURENT


CARA DELEVINGNE É O NOVO ROSTO DA SAINT LAURENT


Cara Delevingne, uma das modelos mais requisitadas este ano, é o rosto da campanha outono/inverno 2013/14 da Saint Laurent, ao lado do músicoCole Smith. Esta é a primeira aparição de Cara Delevingne na campanha da linha principal da Saint Laurent, mas não é a sua estreia para a casa de moda francesa. A modelo de 20 anos é atualmente a imagem da linha de maquilhagem YSL Beauty's Baby Doll.

As imagens da campanha foram filmadas pelo diretor criativo Hedi Slimane. Desde que se juntou à Saint Laurent, o designer faz questão de associar a marca à indústria da música, selecionando uma série de artistas emergentes e outros famosos para protagonizar as suas campanhas, incluindo Courtney Love e Marilyn Manson.

Veja todas as imagens da campanha no vídeo abaixo.

PARIS PRESTA HOMENAGEM À ALTA COSTURA

Capital histórica da Alta Costura, Paris presta agora homenagem a este sofisticado e criativo mundo, com uma grandiosa exposição. Patente até 6 de julho, na Câmara Municipal de Paris"Paris Haute Couture" reúne, pela primeira vez na cidade luz, mais de uma centena de criações singulares de grandes casas de Alta Costura, escolhidas entre as mais belas peças da coleção do Museu Galliera. Desenhos, fotografias e vídeos complementam a mostra, que conta com o apoio da Swarovski.

"Paris Haute Couture" conta a história da indústria do luxo e dos seus principais protagonistas: Worth, Doucet, Poiret, Lanvin, Vionnet, Patou, Chanel, Molyneux, Rochas, Maggy Rouff, Jacques Heim, Nina Ricci, Schiaparelli, Jacques Fath, Balenciaga, Grès, Balmain, Carven, Christian Dior, Givenchy, Cardin, Yves Saint Laurent, Courrèges, Jean Paul Gaultier, Lacroix, Adeline André, Alaïa… Criadores excecionais, com um talento inigualável.

FOTOS (da esquerda para a direita):
1 – Christian Dior, 1952 | Coleção Museu Galliera
2 – Balenciaga, 1967 | Coleção Museu Galliera
3 – Madeleine Vionnet, 1924 | Coleção Museu Galliera
4 – Alaia, 1990 | Coleção Alaia