17 de dez de 2012

Esmeralda é a cor de 2013

A condizer com a esperança mais do que necessária para enfrentar os desafios dos próximos 12 meses, a Esmeralda foi o escolhido pela Pantone como cor do ano de 2013 – uma tonalidade que já pintou as coleções para a primavera-verão que desfilaram nas passerelles por todo o mundo.
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Esmeralda é a cor de 2013
A Pantone anunciou que a cor do ano 2013 é o Pantone 17-5641 Esmeralda, uma escolha que corresponde às tendências de cor vistas atualmente na passerelle e noutros locais.
O Pantone 17-5641 Esmeralda substitui a Cor do Ano de 2012 que era a Tangerina Tango (Pantone 17-1463).
«Verde é a cor mais abundante na natureza – os olhos humanos veem mais verde do que qualquer outra cor do espectro», explica Leatrice Eiseman, diretora-executiva do Instituto de Cor Pantone. «Assim como aconteceu na história, a multifacetada Esmeralda continua a brilhar e a fascinar. Simbolicamente, a Esmeralda traz um sentimento de clareza, renovação e rejuvenescimento, que é tão importante no mundo complexo de hoje. Este tom poderoso e universalmente atrativo traduz-se facilmente tanto na moda como na decoração de interiores», sublinha.
A presença da Esmeralda na moda tem aumentado consistentemente nos últimos anos e designers como Tracy Reese, Nenette Lepore, Barbara Tfank, NAHM e Marimekko estão a incorporar esta cor nas suas coleções de primavera.
Na beleza, a Pantone afirma que a cor irá dramatizar todas as cores de olhos e é um forte complemento para pêssego, rosa, vermelho rubi e beringela, acrescentando que é também uma ótima cor para as unhas para quem se quer destacar. Usar Esmeralda nos interiores, por outro lado, irá «criar um toque luxuoso na entrada, na sala de estudo ou de jantar e trazer vida a uma sala de estar, com uma parede em destaque», refere a Pantone.
Também segundo o site de tendências WGSN, «Esmeralda é uma ótima escolha para Cor Pantone do Ano 2013, um tom muito versátil e usável», considera a diretora de cor da WGSN, Fiona Coleman. «Há um sentimento definitivo de necessidade de calma, mas com um espírito intenso quando olhamos para o ano que aí vem», acrescenta.
«No WGSN a nossa cobertura da passerelle primavera-verão 2013 percebeu definitivamente a abundância de verdes aquáticos e de joias, e quando olhámos para as nossas tendências iniciais de cor, o Esmeralda enquadra-se perfeitamente no nosso tom vibrante fresco para a primavera-verão 2013 e na nossa versão mais intensa para o Inverno, assim como faz eco da nossa continuada evolução dos verdadeiros verdes que estamos a seguir de 2013 para 2014», conclui Coleman.

Fonte: Alexandra Costa

15 de dez de 2012

A JOALHARIA DE GAETANO PESCE


O arquiteto e designer de mobiliário italiano, Gaetano Pesce, descobriu um dia que, quase inadvertidamente, tinha criado 250 peças de joalharia. Os coloridos anéis, colares, pulseiras e pins em resina que até há pouco tempo se amontoavam no seu atelier em Nova Iorque fazem agora parte da exposição "Pezzi por Il Corpo", que está patente na Galeria Basia Embiricos, em Paris, até 22 de fevereiro de 2013.

O designer de 73 anos afirma que sempre gostou de trabalhar com materiais desconhecidos. “Um dia comecei a experimentar e, gradualmente, fui criando peças bastante inovadoras”. Feitas a partir de um composto de resina de poliuretano aquecida, as joias de Gaetano Pesce não se baseiam em esboços, resultando todas de um processo livre, que é 50% impulsionado pela mão do designer, e 50% pelas particularidades do próprio material.

A primeira incursão de Pesce na joalharia despertou a sua paixão pela experimentação e pela liberdade, mas há um valor tradicional que o designer não considera como principal: a beleza. "Eu trabalho de uma forma meio improvisada", admite sobre as suas peças excêntricas e não estudadas. "Torna-se um novo tipo de beleza, que eu acho muito interessante... É um pouco como fazer bolos. Eu quero fazer um bolo muito bom. Mas não um lindo”, conclui.







LACOSTE LEVA O SEU ICÓNICO POLO L.12.12 ATÉ AO FUTURO


Na véspera do seu 80º aniversário, a Lacoste presta homenagem ao espírito visionário do seu fundador René Lacoste, imaginando no futuro a sua mais lendária invenção: o polo L.12.12.



A marca escolheu o simbolismo da data de ontem - 12/12/12 - para revelar um filme que apresenta o polo num futuro onde a tecnologia têxtil não tem limites. Numa Paris intemporal, um grupo de ecléticas personagens interage com uma nova geração de vestuário. O polo viajou no tempo mas manteve-se tal como René Lacoste o imaginou 80 anos antes: eterno, confortável e elegante. Contudo os seus poderes reforçaram-se através da tecnologia. As suas fibras tornaram-se inteligentes, a sua superfície é dinâmica e tátil, as mangas encurtam ou estendem de acordo com os desejos de quem o veste. A tinta do polo reage ao ambiente, brilha à noite e absorve a atmosfera que o rodeia. As cores são infinitas.

O filme encerra com um convite. Porque todos podemos projetar o espírito visionário de René Lacoste, a Lacoste convida os seus fãs a partilhar e desenhar as suas próprias visões do polo do futuro. Todas as submissões e ideias podem ser recebidas através de uma aplicação exclusiva emFacebook.com/Lacoste e as mais originais serão ilustradas por diversos artistas até ao próximo dia 31 de dezembro de 2012.


"VALENTINO: MASTER OF COUTURE"


Até 3 de março de 2013, a Somerset House, em Londres, dedica uma grandiosa exposição à vida e obra de um dos maiores nomes da Alta Costura Italiana: Valentino Garavani.

“Valentino: Master of Couture” reúne mais de 130 criações de Alta Costura, peças icónicas que vestiram grandes estrelas, como Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Jackie Kennedy, Grace Kelly, Sophia Loren, Gwyneth Paltrow, Julia Roberts, Anne Hathaway, entre muitas outras. Dividida em três seções, a exposição começa por dar aos visitantes uma visão privada do mundo de Valentino através de fotografias e vídeos do seu arquivo pessoal. Em seguida, desdobra-se num “desfile” de Alta Costura, onde os papéis são invertidos, com os visitantes a percorrer uma passerelle de 60 metros de comprimento rodeada de ambos os lados por múltiplos manequins vestidos com as 130 emblemáticas criações: vestidos, vestidos de noite, casacos, calças, capas que Valentino criou desde que fundou a sua casa de moda em Roma na década de 1950. “Valentino: Master of Couture” é uma viagem ao mundo secreto da Alta Costura italiana, e a última seção da exposição revela os meticulosos processos de costura utilizados no atelier de Valentino, demonstrando a beleza e a minúcia do trabalho das costureiras que cosem cada ponto à mão.

“Valentino: Master of Couture” marca os 50 anos de carreira de Valentino e promete deslumbrar todos os admiradores do grande mestre italiano.











LOUIS VUITTON LANÇA LINHA DE OBJETOS E MÓVEIS


Fiel às suas origens, a Louis Vuitton acaba de revelar um novo e interessante projeto relacionado com o mundo das viagens: “Objets Nomades”. A luxuosa marca francesa trabalhou com conceituados designers para criar uma edição limitada de produtos inteligentes, práticos e luxuosos que visam satisfazer as necessidades dos viajantes mais sofisticados. Uma linha de cadeiras e mesas portáteis, bancos dobráveis tipo origami, lâmpadas, acessórios de viagem e outros objetos inspirados nos lendários baús Louis Vuitton.

Com este novo projeto, a Louis Vuitton perpetua a arte de viajar que, desde sempre, tenta recriar num estilo de vida elegante.










LIVROS DE MODA PARA ESTE NATAL


Nos últimos meses foram publicados vários livros de moda, desde biografias de personalidades tão importantes para esta indústria como Diana Vreeland, passando por compilações das melhores fotografias de modelos icónicas como Kate Moss, até publicações sobre o trabalho de fotógrafos tão famosos como Mario Testino ou de designers tão geniais como Alexander McQueen. Deixamos-lhe algumas sugestões para este Natal:


“DIANA VREELAND EMPRESS OF FASHION”
Uma biografia sobre Diana Vreeland, que foca a sua infância e a sua carreira como uma das mais influentes e inovadoras editoras de moda.

“ALEXANDER MCQUEEN: THE LIFE AND THE LEGACY”
Judith Watt estuda as coleções do talentoso designer e o seu contributo para a moda contemporânea. Examina o trabalho realizado por McQueen desde a licenciatura até ao fatídico dia da sua morte, revelando as suas inspirações mais singulares.

“KATE MOSS”
As melhores fotografias da famosa modelo.

“CHANEL LITTLE BLACK JACKET”
Com a ajuda de Carine Roitfeld, Karl Lagerfeld presta homenagem à icónica criação de Chanel, vestida por múltiplas celebridades.

“SCHIAPARELLI & PRADA: IMPOSSIBLE CONVERSATIONS”
O livro sobre a exposição realizada este ano no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque explica o trabalho das duas talentosas designers de moda italianas que, em diferentes eras, mudaram a nossa relação com o vestuário e com o belo.

“MARIO TESTINO. IN YOUR FACE”
Uma compilação de fotografias dos 30 anos de carreira de Mario Testino.

“ALBER ELBAZ, LANVIN”
Os 10 anos de Alber Elbaz à frente da casa Lanvin levaram Pascal Dangina a examinar uma das suas coleções do princípio ao fim.








14 de dez de 2012

DIESEL REVIVE A MAGIA DO NATAL


Será que os adultos entre os 18 e os 75 anos ainda conseguem captar e viver a verdadeira Magia do Natal? O resultado de um estudo encomendado pela Diesel a um centro de pesquisa finlandesa indica que não, mas a marca italiana não acredita que o espírito natalício se perca com a idade e decidiu hipnotizar os seus clientes para demonstrar que a magia do Natal está na alma interior de todos nós.

A Diesel convidou um grupo selecionado de clientes a visitar uma das suas lojas em localização secreta e submeteu-os a uma sessão de hipnoterapia que os fez regressar à infância numa manhã de Natal. Os resultados das experiências são agora apresentados numa série de vídeos intitulados “A Magia do Natal”.

“A Antecipação”, “A Alegria” e “A Boa Vontade” são os títulos dos três episódios que mostram as 3 etapas importantes de uma manhã de Natal.

Na sequência dos resultados e comprovada experiência de que “oferecer um presente é positivo para a saúde”, a Diesel desenvolveu uma coleção dedicada de presentes natalícios disponíveis nas lojas Diesel e na sua loja online.





HERMÈS “8 TIES”: A ARTE DIGITAL ENCONTRA O MUNDO DA MODA


Hermès comemorou este ano o seu 175º aniversário, mas a idade não diminuiu a sua capacidade de inovar. A marca francesa defende a atual paixão da moda pela arte digital através da sua mais recente instalação: uma parede interativa com oito metros de comprimento criada pelo artista Miguel Chevalier.

A instalação, intitulada “8 Ties", mistura poesia e tecnologia e é inspirada na coleção de gravatas em seda da Hermès deste outono/inverno 2012/13. Em exibição no primeiro andar dos armazéns Selfridges, em Londres, “8 Ties" vive de símbolos digitais - pixels, símbolos de on e off, USBs, sinais binários, etc - que se tornaram indissociáveis do século XXI. O resultado é um movimento fascinante de padrões gráficos, que é ativado pelos movimentos dos visitantes e complementado com música de Jacopo Baboni Schilingi.

A experiência digital estende-se também à loja Hermès no piso térreo do Selfridges. Um livro virtual adaptado do trabalho "herbarius 2059” de Miguel Chevalier conduz os visitantes por um passeio interativo através da coleção de gravatas da Hermès. O público é ainda convidado a descobrir os textos metafóricos escritos pelo filosofo Christine Bucki-Glucksmann, que ilustram cada modelo de gravata, assim como formas novas e inesperadas de dar um nó de gravata.

http://lesailes.hermes.com/us/en/ties




5 de dez de 2012

Preço e forma fomentam jeans

Os produtores e os retalhistas que têm a esperança de aumentar os seus negócios no mercado de jeanswear deviam concentrar-se em pontos de preços baixos, estilos diferentes e o ajuste certo, segundo revela o mais recente estudo da Mintel, “Shopping for Jeans”.
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Preço e forma fomentam jeans
Segundo os dados da Mintel, mais de três em cada dez adultos nos EUA possuem entre 4 e 6 pares de jeans. Enquanto isso, 19% têm 7 a 9 pares e 17% chegam aos mais de 10 pares de jeans.
«Apesar de os jeans tenderem a ser um artigo bastante estático no guarda-roupa da maioria dos consumidores, a categoria em si tem sido dinâmica em termos de inovações no estilo, marcas, características e ofertas de produtos em geral», diz Ali Lipson, analista sénior de retalho e vestuário na Mintel. «Com elementos impulsionadores do mercado, como o ambiente de trabalho mais informal, a epidemia de obesidade a exigir mais opções de jeans de tamanho grande e o crescimento da população hispânica e do seu poder de compra, podemos esperar que esta categoria de vestuário continue a crescer», acrescenta.
Quase metade (46%) de todos os proprietários de calças jeans questionados para o relatório revela ter gasto entre 25 e 49,99 dólares num único par de jeans. Além disso, 39% dizem ter gasto menos de 25 dólares, enquanto o valor médio gasto em jeans está ligeiramente acima dos 34 dólares. Este ponto de preço é importante para os retalhistas saberem se querem atingir o mercado das massas.
Além disso, quase 60% dos norte-americanos que compraram calças jeans no último ano fizeram-no para substituir um par velho ou gasto, enquanto cerca de 35% compraram para atualizar o seu guarda-roupa. Mas para 28% dos inquiridos, simplesmente o facto de gostar dos jeans foi suficiente para desencadear a compra.
Cerca de 19% dizem ter comprado para usá-los no trabalho, o que é uma indicação de que o ambiente profissional estão a permitir um código de vestuário mais casual ou a oferecer um dia de vestuário informal para os trabalhadores, enquanto outros 19% compraram um par de jeans para usar quando saem.
Os jeans já não são apenas um artigo de roupa casual, mas são usados frequentemente também em ocasiões em que é necessária uma indumentária mais aprimorada.
Mais de 4 em cada 10 (42%) proprietários de jeans afirmam ter dificuldade em encontrar um par que caia bem – com 16% dos consumidores dispostos a pagar 100 dólares ou mais por jeans com um bom ajuste. No entanto, 64% dos consumidores dizem que o preço/desconto é o fator mais importante na compra de jeans e 71% pensam que a maioria das calças jeans é cara.
«Apesar de muitos consumidores já possuírem vários pares de jeans, existem oportunidades para que comprem pares adicionais, seja para substituição ou para ter uma maior variedade no seu guarda-roupa», indica Lipson. Em conclusão, salienta que «os produtores retalhistas e necessitam de prestar muita atenção ao ponto de preço e diferentes estilos e ajustes para acomodar a grande base de consumidores para esta categoria».

Fonte: just-style.com

O preço da criatividade

Não é acessível a todas as bolsas, mas a moda de autor não é cara. Pelo menos é o que asseguram os criadores portugueses, que destacam atributos como a qualidade dos materiais, a criatividade das peças, o processo de desenvolvimento e a sua durabilidade para justificar os preços praticados.
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O preço da criatividade
 Em conversas de amigos ou até em círculos mais profissionais no mundo da indústria da moda, o preconceito de que a moda de autor é cara está, muitas vezes, presente. São muitos os consumidores que nem se atrevem, sequer, a entrar numa loja de um criador, receando os preços que podem pagar por umas calças ou uma simples t-shirt.
«As pessoas pensam que é muito cara, mas garanto que não é», afirma Anabela Baldaque. «Quem diz que é cara não está muito a par das coisas. Porventura pode, às vezes, tornar-se um bocado inacessível, ou as pessoas pensam que é assim, mas sinceramente acho que é o preço justo, porque temos um tecido caro, temos uma confeção primorosa e peças quase exclusivas», acrescenta. Uma visão partilhada por Felipe Oliveira Baptista, que considera que a moda de autor «é cara porque há um processo de desenvolvimento que custa muito dinheiro e são materiais muito nobres», dando o exemplo da sua mais recente coleção, onde se destacaram as peles contra-coladas com jersey.
«O problema não é a moda ser muito cara, é as pessoas não poderem comprar os produtos que têm um preço justo», sublinha João Branco, da dupla Storytailors. «O que acontece é o seguinte: num determinado país, o comum dos mortais devia ter poder de compra para os produtos produzidos no seu país. Mas nos dias de hoje o português não pode aceder a produtos produzidos em Portugal porque não tem dinheiro para os pagar. Porque tudo em Portugal é caro, o país já está muito sofisticado», explica o criador.
Na loja dos Storytailors, em Lisboa, os espartilhos a 500 euros parecem uma “pechincha” para os estrangeiros, sobretudo turistas, que visitam a loja. «Em Paris, em Londres ou em Nova Iorque não custam 500 euros, custam de 1.500 euros para cima», afirma a outra metade dos Storytailors, Luís Sanchez. «O cliente que nos visita sabe que há uma determinada tipologia de peças que não vai conseguir encontrar por menos de 1.500 ou 3.000 euros e quando chega à Storytailors e vê um espartilho a 500 euros, acha acessível», indica Sanchez, para quem o desconhecimento é também um entrave à venda de moda de autor: «muitas vezes o facto de as pessoas associarem a marca a produtos mais sofisticados faz com que estabeleçam uma limitação – nunca visitaram a loja nem sabem os preços praticados, nem que outros produtos existem. É instintivo».
Para Diogo Miranda, cujas criações estão à venda numa loja própria em Felgueiras por valores entre os 200 e os 1.500 euros, o preço não tem sido impedimento e, embora a famigerada crise afete o negócio, a procura não tem diminuído significativamente. «Neste momento não me posso queixar, estamos com uma faturação mensal maravilhosa. Obviamente que o cliente médio, dos seus 200 a 280 euros, deixou de comprar ou então, se compra, pensa duas vezes. Já o cliente dos 1.000 a 1.500 euros pensa duas vezes, mas compra. O cliente médio desapareceu um pouco mas o cliente de gama mais alta está a aparecer», revela o jovem criador. Isso não impede que Diogo Miranda tente abranger o máximo de clientes possível para as suas criações de senhora. «Tentamos fazer uma coleção em que ofereça peças para toda a gente: tanto temos uma saia básica, como temos uma saia mais sofisticada – obviamente que os preços são diferentes, que é para tentar atingir o máximo de clientes», explica.
Muitos criadores referem a moda de autor como um investimento. «A ideia da roupa de autor é que a pessoa compre uma peça e não seja algo que se deite fora passado seis meses», refere Felipe Oliveira Baptista, cujas criações, à venda sobretudo em França e na Ásia (Portugal ainda não tem nenhum ponto de venda), rondam muitas vezes os 1.500 euros. Já a criadora portuense Anabela Baldaque revela que «tento apresentar ao meu público uma abordagem pela roupa mais intemporal, portanto, que não seja uma compra louca, para apenas um momento, mas que se estenda pela vida fora. Portanto, quase que se torna uma compra por excelência»..
Seja cara ou não, consoante a visão de quem avalia, Manuel Alves (da dupla Alves/Gonçalves) é perentório: «é cara como toda a moda de autor em todo o mundo é cara, porque os custos associados são enormes. Não podemos ter o mesmo preço que uma marca qualquer sem dimensão, sem a visibilidade que nós temos, sem o investimento, ao fim destes anos todos, que fizemos numa marca – não pode ter o mesmo valor que uma marca de rua que surja agora. É impossível, porque foram muitos anos de investimento».

Fonte: Portugal Têxtil

O FADO E A MODA




Um ano após a consagração do Fado como Património da Humanidade, o MUDE e o MUSEU DO FADO, em Lisboa, apresentam “Com Esta Voz Me Visto – O Fado e a Moda”, uma exposição que se centra no universo musical e literário do Fado, olhando-o pela perspetiva da Moda e do importante contributo desta última para a criação da imagem das novas fadistas. O objetivo é destacar a diversidade de estilos das diferentes fadistas e cantoras de fado, colocando em evidência as peças e os criadores que vestem, de modo a salientar a imagem de modernidade ou de tradição renovada que evocam e personificam.

Até 31 de março de 2013 estão em exibição - em simultâneo nos dois museus - vestidos, joias, bijutarias, lenços e xailes das mais célebres fadistas entre as quais Ana Moura, Carminho, Raquel Tavares, Mariza, Mafalda Arnauth, Kátia Guerreiro, Mísia e a grande Amália Rodrigues. Os visitantes são, assim, convidados a “viajar” em torno das imagens que vestiram o fado e que ao longo dos séculos XX e XXI construíram e recriaram a sua identidade.


MUDE – Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo
Rua Augusta, 24

MUSEU DO FADO 
Largo do Chafariz de Dentro, 1

Horário: De terça a domingo, das 10h00 às 18h00


Fotos: Miguel Rodrigues

(da esquerda para a direita)

1 – Raquel Tavares por Tiago Cardoso
2 – Carminho por Lidija Kolovrat
3 – Kátia Guerreiro por Carlos Gil
4 – Carminho por Nuno Baltazar
5 – Kátia Guerreiro por Filipe Faísca
6 – Cuca Roseta por Ricardo Preto