29 de abr de 2013

LACROIX DESENHA COLEÇÃO PARA SCHIAPARELLI







Em 2012, Diego Della Valle, atual proprietário da Schiaparelli, anunciou que iria reabrir a lendária casa de moda francesa. Desde então, nada mais foi revelado. Agora, após um ano de especulações sobre quem iria assumir a direção criativa da marca, surge a primeira novidade. Diego Della Valle convidou o designer francês Christian Lacroix para desenhar uma coleção cápsula de 15 peças de Alta Costura em homenagem à fundadora da casa,Elsa Schiaparelli. A coleção será apresentada no atelier original de Schiaparelli - 21 Place Vendôme, em Paris - no próximo mês de julho, coincidindo com a semana de Alta Costura de Paris.

Afastado do mundo da Alta Costura desde o fecho da sua empresa em 2009, Christian Lacroix encara este desafio com bastante entusiasmo: “Em Schiaparelli encontra-se um espírito onde a matemática, a literatura e a poesia coexistem. Elsa é uma esfinge sagrada que não cessa de nos interrogar, oferecendo-nos novos enigmas como respostas. Arte, teatro e cinema ... o meu desejo é reposicionar Elsa no centro da sua maison e no palco a partir do qual ela já seduziu o mundo.”

Esta será a primeira de muitas colaborações anuais através das quais distintos artistas serão convidados a interpretar as icónicas criações de Elsa Schiaparelli. Paralelamente, a casa apresentará as suas próprias coleções desenhadas pelo seu futuro diretor criativo, cuja identidade ainda continua por revelar.

FOTO: © Christophe Roue

CRIAÇÕES DE IRIS VAN HERPEN EM EXIBIÇÃO EM CALAIS







As surpreendentes criações de Alta Costura de Iris van Herpen são o tema da próxima exposição do International Centre for Lace and Fashion, em Calais, França. Trinta peças desenhadas pela jovem designer holandesa (Wamel,1984) desde a criação da sua marca em 2008, estarão expostas juntamente com uma série de fotografias e filmagens dos seus desfiles, de 15 junho a 31 de dezembro de 2013.

Considerada uma pioneira da impressão 3D na indústria da moda, Iris van Herpen tem tido um impacto considerável no mundo da Alta Costura, nos últimos anos. Depois da licenciatura no ArtEZ Institute of the Arts, em Arnhem, Holanda, e de uma passagem pelo atelier de Alexander McQueen, a jovem designer começou a desenvolver e a explorar uma combinação única entre o artesanato tradicional e a inovação tecnológica, criando peças de uma beleza subtil e inquietante. As suas formas esculturais e futuristas, enriquecidas por jogos de luz, posiciona-as entre a Alta Costura e a Arte Contemporânea.

Em julho de 2011, Iris van Herpen apresentou a sua primeira coleção na semana de Alta Costura de Paris, a convite da Chambre Syndicale de la Haute Couture. Em março de 2013, decidida a criar peças que possam ser usadas por todos e que reflitam a personalidade e aspirações dos seus clientes, lançou a primeira linha de pronto-a-vestir.






24 de abr de 2013

A moda no impressionismo


Depois de ter seduzido cerca de 500 mil visitantes no Musée d'Orsay em Paris, a exposição “Impressionismo e Moda”, com uma apresentação distinta, atravessou o Atlântico e ancorou no Metropolitan Museum de Nova Iorque, levando vários quadros nunca antes expostos nos EUA. 

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A moda no impressionismo
A filosofia da exposição no MET é a mesma de Paris. Trata-se de ilustrar «as muitas facetas do diálogo entre a arte e a moda» na época dos impressionistas, numa mostra conjunta de obras-primas de Monet, Manet, Renoir, Dégas, Caillebotte… e vestuário da época, cujos mestres traduziram apaixonadamente a evolução e a ousadia. 
O MET propõe, deste modo, 80 telas e 16 vestidos, a maior parte dos quais americanos, numerosas revistas da época consagradas à moda, e extraordinários acessórios, sombrinhas, leques, chapéus…     
Em destaque, os dois fragmentos restantes do gigantesco "Le Déjeuner sur l’Herbe", de Monet (1865-1866), cedidos pelo Musée d'Orsay. A pintura nunca foi exibida nos EUA, revelou o presidente do museu parisiense, Guy Cogeval, que foi propositadamente a Nova Iorque ver a exposição e encontrou-a «radicalmente diferente na sua apresentação».
Embora a ideia seja a mesma, a exposição do MET, intitulada "Impressionismo, Moda e Modernidade", difere em muitos aspetos da de Paris. «A seleção de pinturas não é a mesma», afirma Susan Stein, curadora do MET. «A maior parte do vestuário é diferente, tal como os documentos expostos. E a organização da exposição é temática e cronológica», acrescenta.
A exposição está dividida por oito grandes salas: uma é consagrada ao "Vestido Branco", outra para o "Vestido Preto", uma terceira aos fatos masculinos, uma quarta para as encenações ao ar livre, uma quinta para a moda parisiense da época,…
Quatro anos de preparação
“Le Repos" de Manet (circa 1871), que não foi exibido em Paris, encontra-se agora exposto na sala "Vestido Branco", com a tela "Lise" de Renoir (1867), ao lado de um encantador vestido com crinolina. Na sala confinante, a "Mme Charpentier et ses enfants" de Renoir (1878) coabita com um impressionante vestido de seda preto, assim como com "La Parisienne" de Manet (circa 1875).
Os visitantes podem ainda admirar " Dans la Serre" de Albert Bartolomeu (circa 1881) exposto ao lado do vestido de bolinhas e riscas roxas usado pela Sra. Bartholomé para o retrato. «Ela guardou-o toda a vida, tal como a pintura», explica Guy Cogeval. «Antes de morrer, deu ambos a um particular, que por sua vez os ofereceu mais tarde ao Musée d'Orsay».
Além de “Le Déjeuner sur l’Herbe", várias pinturas estão também expostas pela primeira vez nos Estados Unidos, nomeadamente "Camille" de Monet (1866), apresentada com um admirável vestido verde de riscas, "Lise" de Renoir ou ainda "La Parisienne".
«Há cinco anos, a ideia era inovadora», sublinha Guy Cogeval. «Não foi fácil colocar pinturas tão importantes lado a lado com vestidos. E isso fez refletir muitos historiadores de arte». Alguns críticos, no entanto, não gostaram. Mas «o público compreendeu perfeitamente», acrescenta. Com efeito, a exposição parisiense, que decorreu entre 25 de setembro e 20 de janeiro, foi uma das mais visitadas do museu nos últimos anos, com mais de 4.900 pessoas por dia.
Quanto à atual exposição no MET, prolonga-se até 27 de maio e, em seguida, instalar-se-á no Institute de Chicago entre 26 de junho e 22 de setembro.

Fonte: AFP

23 de abr de 2013

Schiaparelli convida Lacroix


Christian Lacroix é o primeiro convidado de honra da nova iniciativa batizada “Schiap" destinada a colocar a casa de moda no século XXI. Uma colaboração inédita para uma coleção de 15 peças de homenagem à icónica Elsa Schiaparelli, que será desvendada durante a próxima Semana da Alta-Costura.    

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Schiaparelli convida Lacroix
O mundo da Moda esperava a nomeação de Marco Zanini, atualmente na casa Rochas, como diretor criativo da Elsa Schiaparelli, mas foi Christian Lacroix o nome anunciado … para uma colaboração que marca o primeiro capítulo da renovação da casa de moda adquirida por Diego Della Valle, presidente e CEO do grupo italiano Tod’s, em 2007.  
 
Christian Lacroix vai assinar uma coleção “cápsula” de «15 peças excecionais», que será apresentada durante a Semana da Alta-Costura de Paris em julho, na place Vendôme, «morada histórica da Casa», revela a Elsa Schiaparelli, em comunicado. Seduzido por esta «personagem verdadeiramente aristocrática», já Lacroix explica querer «novamente colocar Elsa no centro da sua casa e no palco a partir do qual seduziu o mundo».
Um acontecimento, batizado “Schiap”, que marca igualmente o início das festividades da casa de moda, que convidará outros artistas a reinterpretar o universo desta grande amante das artes associada ao movimento surrealista.
Christian Lacroix, que se tem consagrado nos últimos anos à criação de figurinos para o teatro e a ópera desde a insolvência da sua casa de moda epónima em 2009, presta desta forma uma singela homenagem à criadora italiana desaparecida em 1973 aos 83 anos e que foi a grande rival de Coco Chanel.
Nascida em Roma no ano de 1890 e radicada em Paris a partir de 1922, Elsa Schiaparelli, que cultivava uma estreita amizade com os maiores nomes das artes e cultura da época como Francis Picabia, Man Ray, Jean Cocteau ou Salvador Dali, ganhou fama mundial com os seus modelos largamente influenciados pela estética surrealista. Ela foi beber inspiração aos padrões do papel de jornal, da lagosta, da borboleta, assim como a materiais como o plástico transparente, o metal e a porcelana de Sévres para inventar o “rosa choque”. 
A sua colaboração com a especialista em bordados Lesage, por exemplo, deu origem a um vestido com desenhos recortados inspirados em Dali. Com Schiaparelli, os acessórios também ganharam contornos mais fantasistas como a bolsa em forma de telefone ou o chapéu sapato. 
Lacroix revela que a o seu tributo ao legado de Elsa Schiaparelli, pioneira em associar a moda à arte, será inspirado pelos seus paradoxos: «alto e baixo, sofisticação e ingenuidade, preto e cor, austeridade contratando com fantasia, o luxo da alta sociedade e um sentido da escolha das pessoas».
Para Diego. Della Valle, a pesquisa efetuada por um apaixonado pela história da moda como Lacroix vai ajudar a definir o que a "Schiap" significa no século XXI. A ideia do executivo de recorrer a diferentes designers em vez de um só nome é parte da sua visão de que a marca, e não a pessoa que a reinterpreta, é que «é rei». No entanto, a casa  Schiaparelli deverá nomear em breve o seu diretor criativo, seguido por um designer de acessórios.
Apesar de esta volta de Lacroix já gerar grande entusiasmo no mundo da moda, num momento em que a estação se esgota, o designer sublinha que «não é um regresso à moda. Não vou estar no centro da casa nem da passerelle. É simplesmente a ideia de revisitar as suas coleções». No entanto, assegura que «nunca diz nunca».

Fonte: Portugal Têxtil
 

LEVI'S CELEBRA 140 ANOS DE UM ÍCONE CULTURAL







Quando Levi Strauss e o alfaiate Jacob Davis se associaram em 1873 e patentearam as calças de trabalho com bolsos rebitados para os pioneiros ocidentais, estavam longe de imaginar o impacto que estas teriam na cultura moderna. Os jeans Levi's 501 com botões de pé em metal - os primeiros e os originais blue jeans - nasceram a 20 de maio de 1873 e tornaram-se um símbolo de individualidade e universalidade. 140 anos depois, são mais populares e relevantes para a cultura e para o estilo mundial do que nunca.

Desenhados com uma autenticidade descomprometida e modelados até à perfeição, os jeans 501 foram evoluindo subtilmente ao longo dos anos, para fornecer a cada geração os jeans que necessitam. Nesta estação, surgem em novas cores como o ivy green (verde seco), true chino (areia), chalk blue(azul) e mineral red (vermelho), e numa sarja mais leve, que lhes confere um toque aveludado.

Para comemorar o alcance mundial do estilo único deste modelo icónico, a Levi's lança, até ao próximo mês de maio, o movimento "501 Interpretation". A marca colocou as Levi's 501 nas mãos dos seus fãs - jovens e idosos, famosos e desconhecidos - pedindo-lhes a sua interpretação do original. Uma galeria de fotos digitais com todas estas imagens, da mais high fashion ao street style, vão ganhar vida em www.LEVIS501.com

Desta coleção de fotos, serão selecionadas as mais representativas da época atual, para integrarem a edição limitada do “Book of 501”, onde ficarão registadas para a posteridade. “What’s your interpretation? #501”

A campanha “501 Interpretation” existirá também em plataformas impressas, nos media e outdoors em mercados selecionados por todo o mundo.

Ontem. Hoje. Amanhã. Para sempre. Levi's 501.

21 de abr de 2013

Festival de estilo


O arranque da época dos festivais de música, como o californiano Coachella, marca o início da busca por novas inspirações para os criadores e marcas de moda, que transformam o estilo que veem em coleções com toques de rock, grunge ou hip hop e usam estes eventos para se promoverem entre os festivaleiros. 

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Festival de estilo
 O fim de semana passado marcou a abertura da Coachella, a celebração californiana da música que assinala o arranque da estação de festivais, que vai continuar na Ilha de Wight, Glastonbury, Lollapalooza e muitos outros – e acabar praticamente antes dos desfiles de pronto-a-vestir de setembro. Coincidência? Talvez não. Hoje em dia, estes eventos são muito mais sobre estilo do que música.
Anteriormente um pequeno festival criado como uma alternativa para os eventos mainstream, o Coachella é agora dividido em dois fins de semana e inclui também festas organizadas por marcas, incluindo a Mulberry, H&M e Armani Exchange – todas celebradas por inúmeras revistas a documentar o “estilo Coachella”, celebridades (muitas vezes com as roupas enviadas pelas marcas especificamente para a ocasião) e equipas de design em busca de inspiração. 
«Não passa uma estação sem uma coleção ser definitivamente apresentada como inspirada no rock, no grunge, no hip-hop… é inevitável», afirma Judd Crane, diretor de vestuário de senhora nos grandes armazéns Selfridges. «É uma grande parte do que os designers procuram para inspiração», acrescenta.
Foi no Coachella em 2012 que a atual tendência do grunge ao estilo dos anos 90 reapareceu e inspirou as coleções para a primavera-verão 2013 de Phillip Lim e Dries Van Noten. O mesmo para o atual look hippie dos anos 70, com vestidos vaporosos, chapéus e kaftans que mais tarde foram vistos numa capa em chiffon de seda da Saint Laurent, no vestido macramé com cinto da Versace e no vestido em jacquard de algodão branco bordado da Mulberry.
Este shopping de ideias não é propriamente novo – de Mick Jagger a David Bowie, de Madonna a Lady Gaga, há muito que os músicos têm pisado o palco como se fosse uma passerelle, com os seus estilos próprios a influenciar inúmeros fãs e tendências de moda. Com efeito, a música e a moda ficaram tão ligadas que é difícil imaginar uma sem a outra. Os festivais apenas tornam a simbiose mais eficiente e mais óbvia para todos.
«Acho que a música e a moda estão interligadas», considera Christopher Bailey, diretor criativo da Burberry. Bailey não só usa os músicos como parte dos seus desfiles (mais recentemente o vencedor de um Brit Award Tom Odell) e faz pequenos concertos na flagship da marca em Londres, como também lançou a Burberry Acoustic, uma iniciativa pensada para mostrar jovens artistas. «Quando se começa a juntar a música com a moda, dá-nos energia e atitude», afirma. «A Burberry Acoustic nasceu do simples facto de que as pessoas estão sempre a colocar questões sobre isso. A ideia era dar aos jovens artistas um espaço comum e permitir-lhes interagir com mundos diferentes – moda, passerelle, fotografia. Eles fazem tanto parte do nosso mundo como nós do deles», acrescenta.
Para o designer Tommy Hilfiger, «a música e a moda estão inextricavelmente ligados. As minhas maiores fontes de inspiração enquanto estava a crescer vieram do estilo único das lendas do rock – capas de álbuns dos Beatles e de Jimi Hendrix inspiraram algumas das minhas primeiras criações. As minhas roupas sempre foram clássicas, de estilo preppy mas com uma atitude rock’n’roll».
Hedi Slimane, diretor criativo da Saint Laurent, usou o músico Beck como face da sua coleção de vestuário de homem para a primavera-verão. Atualmente tem uma campanha de publicidade com Marilyn Manson, Courtney Love, Kim Gordon (dos Sonic Youth) e Ariel Pink com algumas das peças da Saint Laurent. Para Slimane, que no mais recente desfile para senhora colocou na passerelle coordenados inspirados no grunge da Califórnia, este é apenas o mais recente exemplo de uma fixação a longo prazo. No seu anterior emprego como designer da Dior Homme, Slimane inspirou-se nos músicos skinny como Pete Doherty e Carl Barât para transformar a forma como os homens se vestiam, tornando a silhueta mais esguia e fazendo com que os fatos justos rapidamente fossem replicados na indústria.
Mas não são apenas as marcas de moda que beneficiam desta relação – as carreiras dos músicos foram ajudadas pela exposição dada por um designer. A passagem da música “Video Games” de Lana Del Rey a fenómeno viral foi acelerada pela sua utilização no desfile da primavera-verão 2012 de Christopher Kane e ela é agora uma estrela mundial, com dois Brit Award, uma campanha para a H&M e uma bolsa da Mulberry com o seu nome.
«Vemos cada vez mais marcas a ligarem-se à música de forma fantástica para criar coleções», destaca Crane. «Um número crescente está a usar performances ao vivo nos próprios desfiles, o que é uma ótima forma de expressar as influências», acrescenta.
Andrew Bolton, curador da exposição “Punk: Caos to Couture” do Instituto do Traje que abre no próximo mês no Metropolitan Museum em Nova Iorque, revela que «a música está fortemente associada com a cultura jovem e a maior parte da inovação na moda nos últimos 60 anos veio realmente da juventude e da cultura de rua. O punk, em particular, é um bom exemplo de quando a moda e a música colidem para expandir as fronteiras da moda e mudar completamente a visão».
Lauren Santo Domingo, cofundadora da retalhista de moda on-line Moda Operandi, explica que «as décadas são definidas pelos seus movimentos musicais e imortalizadas pela moda». Basta pensar, por exemplo, no glam rock, nos novos românticos, no punk e no hip-hop: géneros musicais onde o estilo do artista é tão distinto quanto o seu ritmo. Ou pensar nas atuações deste ano no Coachella – Bat for Lashes, Franz Ferdinand (que trabalharam na campanha de 2010 da Lady Dior) e os Yeah Yeah Yeahs (cujo vídeo mais recente tem a modelo britânica Lily Cole) – com o seu estilo teatral que, no caso das cantoras dos Bat for Lashes, Natasha Khan, e dos Yeah Yeah Yeahs, Karen O, se traduz pelo uso de grandes franjas, capas e collants de cores vivas.

Fonte: Financial Times

MUSEU KUNSTHAL DE ROTERDÃO EXPÕE OBRA DE JEAN PAUL GAULTIER







Até 12 de maio, o museu holandês Kunsthal, em Roterdão, apresenta “The Fashion World of Jean Paul Gaultier: From the Sidewalk to the Catwalk”, a primeira exposição internacional dedicada à obra do célebre designer de moda francês. Em exibição estão 140 das suas mais emblemáticas criações, dando aos visitantes a oportunidade única de mergulhar no universo vanguardista e exuberante de Jean Paul Gaultier.

Jean Paul Gaultier inspira-se nas culturas do mundo: África, Índia, Rússia, Grécia. Transformando, transgredindo e reinterpretando os códigos existentes, o designer não elimina apenas as fronteiras entre culturas, mas também entre os sexos, criando formas andróginas. Com uma consciência perfeita do espírito da época, Gaultier joga com as culturas e subculturas existentes, misturando diferentes estéticas: marinheiro, punkglam rock,graffiti, etc.

Mais do que uma retrospetiva, “The Fashion World of Jean Paul Gaultier” é uma instalação contemporânea. Em exibição estão mais de cento e quarenta criações originais do início dos anos 1970 até à atualidade, tanto de coleções de Alta Costura como de pronto-a-vestir. Gravações de desfile de moda, programas de televisão, filmes, vídeos, desenhos e fotografias de fotógrafos célebres completam o mundo de Gaultier. Nesta exposição multimédia, 30 manequins vestidos com modelos icónicos do designer - alguns dos quais emprestados por Madonna ou Pedro Almodovar – “ganham vida” através de projeções audiovisuais: uma dúzia de celebridades, incluindo o próprio Gaultier, “emprestaram” os seus rostos para serem projetados nos manequins. A exposição foca também as várias colaborações de Jean Paul Gaultier com o cinema (“O quinto elemento” de Luc Besson), a música (Madonna, Tina Turner) e a fotografia (Inez & Vinoodh, David LaChapelle).

“The Fashion World of Jean Paul Gaultier: From the Sidewalk to the Catwalk”: uma exposição tão teatral como exuberante, à imagem das criações de Jean Paul Gaultier. Para visitar até 12 de maio.


KUNSTHAL
Westzeedijk 341
3015 AA Rotterdam

The Netherlands



A VIDA DE COCO CHANEL EM BD







Enquanto o mundo da moda se prepara para comemorar o centenário da primeira loja Chanel, aberta no verão de 1913 no Hotel Normandy em Deauville, e depois da publicação dos livros "L’allure de Chanel", de Paul Morand, e "L’irrégulière ou Mon itinéraire Chanel" de Edmonde Charles-Roux, chega a vez de Coco Chanel entrar numa história aos quadradinhos. A brilhante criadora de moda do século XX é a protagonista da nova edição da banda desenhada "Grands Destins de Femmes", da editora Naïve.

Com ilustrações de Bernard Ciccolini e Frey Pascale, a nova BD traça a vida da menina órfã que reescreveu o código do vestuário feminino e libertou as mulheres dos opressivos espartilhos. A sua infância de quase reclusão no orfanato de Aubazine, a iniciação à costura, a estreia como vendedora numa loja de Moulins, o trabalho como cantora no palco do café concerto La Rotonde...

A descoberta da alta sociedade com Etienne Balsan, o seu primeiro grande amor, e com Arthur Capel, o outro homem da sua vida, a chegada ao nº 21 da Rue Cambon, em 1910, a criação de uma silhueta ... e de uma fragrância. A sua relação com Dmitri Pavlovich, as viagens para o exterior, o encontro com as estrelas de Hollywood, o renascimento da sua casa quando tem 71 anos ...

Tudo isto para descobrir na BD "Coco Chanel”.

MELISSA RAINBOW






Nesta estação, a conhecida marca brasileira de calçado eco-friendlyMelissa, inspira-se no encanto do arco-íris e apresenta “Melissa Rainbow”, uma coleção colorida e divertida, que traz as novidades do mundo da moda, sem descurar a combinação perfeita do plástico com o design - a sua marca registada. Para a primavera/verão 2013, a Melissa aposta em sandálias leves e rasas, saltos delicados, sabrinas clássicas, modelos pin up inspirados nos anos 1950 e transparências.

“Melissa Rainbow” lança os novos modelos “Dance Hits”, uma reinterpretação pop da clássica sapatilha bailarina; “Trippy”, uma sabrina assimétrica com um laço aplicado à frente, na diagonal, ideal para as mulheres que procuram looks mais clássicos e tradicionais; “Sky” inspirado nas pin ups, é uma versão peep toe com plataforma; “Gradient”, uma reinterpretação das socas, para as mulheres que privilegiam, acima de tudo, o conforto, mesmo em saltos altos; “Prism”, um modelo plataforma bicolor com peep toe que torna a coleção Rainbow ainda mais divertida; e “Optical”, umas sandálias rasas que combinam com qualquer look.

Outro ponto forte da coleção são as parcerias de sucesso. Para esta estação, a Melissa convidou Pedro Lourenço e Julia Petit, e renovou as parcerias com Jason Wu, Salinas, Irmãos Campana, Vivienne Westwood e J. Maskrey.

Veja as fotografias e o vídeo do making of do catálogo.




HAVAIANAS PAC-MAN



HAVAIANAS PAC-MAN




Sempre a inovar no design dos seus produtos, a Havaianas apresenta, nesta primavera, dois novos modelos para os fãs dos videojogos e da tecnologia, inspirados na mítica personagem Pac-Man.

Com mais de 30 anos de existência, o Pac-Man foi originalmente criado pela Arcade. Um verdadeiro sucesso do seu tempo, o jogo passou por várias consolas até chegar aos computadores e telemóveis. E, nesta estação, chega também a dois divertidos modelos da Havaianas: um com o lendário labirinto no qual o Pac-Man tem de comer todos os pontos para passar à fase seguinte; e outro que destaca as principais personagens do jogo.

No vídeo apresentado, onde as personagens do Pac-Man são invadidos pelo espírito Havaianas, a marca de chinelos mais famosa do mundo convida os seus fãs a matar saudades do mítico jogo e a entrar na corrida por um par de Havaianas Pac-Man.

Para jogar, basta aceder à página de Facebook da Havaianas Europe.

Preparado(a)?

Moda australiana na linha


A Semana de Moda da Austrália revelou-se mais ousada nesta estação, transferindo os desfiles do porto de Sydney para o Carriageworks, uma zona de linhas de comboio desativadas. Uma mudança que mostrou a vitalidade e vanguardismo da moda neste país que não conhece a palavra crise. 

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Moda australiana na linha
Um perplexo funcionário da Australian Rail Corp envergando um colete de segurança está sentado num empoeirado vagão de comboio e observa um bando de jovens mulheres em saias curtas e saltos agulha a cruzar as profundas ranhuras de linhas de comboio num ramal desativado. Esta é uma das imagens que ficará na memória da mais recente Semana de Moda da Austrália.
A extravagância da moda australiana, que mostrou na semana passada (de 8 a 12 de abril) as coleções para a primavera-verão 2013/2014, está a ganhar maior destaque, com os grandes retalhistas a serem atraídos para uma economia que passou relativamente incólume pela crise financeira mundial.
A organização revelou que o evento, que teve lugar pela primeira vez em linhas de comboio desativadas no lado oriental de Sydney, acolheu quase 2.000 visitantes para ver 66 designers consagrados e emergentes num total de 52 desfiles.
O evento foi transmitido em direto pela primeira vez e Jarrad Clark, diretor de produção mundial da IMG, que organiza esta semana de moda, indicou que os desfiles estiveram perto da sua capacidade total. «Somos um país onde as pessoas vêm encontrar o despretensioso, o cool, o urbano e o chique», explicou Clark.
A marca local Manning Cartell, de Sydney, mostrou-se à altura da sua reputação de luxo-bruto, mostrando uma coleção futurista de tops metálicos curtos, calções formais e vestidos justos.
Mais de 20 mil pessoas de cerca de 77 países assistiram aos desfiles, refletindo o interesse na moda produzida por um país que tem experienciado duas décadas seguidas de crescimento económico.
Retalhistas australianos de moda de luxo como a Oroton e a Sass & Bide estão a registar vendas fortes juntamente com marcas de luxo internacionais como Louis Vuitton, Gucci e Chanel.
Ousar mais
A Austrália, que há muito tem reputação de estilo descontraído, aumentou o fator ousadia com a mudança do porto de Sydney para os carris desativados do lado oriental da cidade, renovada mas ainda pouco sofisticada.  
As manequins dos desfiles de designers como Christopher Esber, Alex Perry, Jayson Brunsdon, Easton Pearson e Christina Exie calcorrearam as passerelles rodeadas de paredes de cimento, condutas de ar condicionado e grelhas no chão.
Para designers como Exie, vencedora do Project Runway Australia, que apresentou a sua primeira coleção internacional, o novo ambiente adequa-se perfeitamente à estética moderna e despojada das suas coleções.
Mas nem toda a gente ficou satisfeita com a mudança para longe das vistas soberbas do terminal de passageiros estrangeiros do porto para o Carriageworks, as linhas ferroviárias desativadas que foram relançadas pelo governo como um espaço de artes e performances. «Circular Quay era melhor, havia mais buzz e uma atmosfera divertida», considera Caroline Cox, designer da linha de calçado Tilly Rose.
Houve também reclamações em relação à decisão da IMG de antecipar as datas do evento, que se realizava tradicionalmente em maio, e relatos de falta de compradores na feira Premiere, que decorre ao mesmo tempo que os desfiles na passerelle.
A IMG antecipou o evento para ficar mais adaptado aos prazos dos compradores e a outros desfiles em todo o mundo, mas muitos participantes afirmam que ainda não foi suficientemente cedo.
Kathryn Cizeika e a sua parceira de design Katie Freeman esperavam conhecer mais compradores internacionais para a sua marca Empire Rose e ficaram desapontadas pelos poucos visitantes que passaram no seu stand na feira Premiere. «Tivemos uma boa conversa com um potencial comprador chinês, mas tem estado lento», destacou Cizeika.
Fonte: Reuters
 

11 de abr de 2013

DIOR E O IMPRESSIONISMO





Entre 4 de maio e 22 de setembro, o Museu Christian Dior, em Granville, França, apresenta "Impressions Dior", uma exposição de verão que analisa a ligação entre a casa francesa e o movimento impressionista.

A mostra integra o festival "Normandie Impressionnisme" e explora os vínculos criados entre a Alta Costura e a pintura impressionista, desde as primeiras criações de Christian Dior inspiradas no seu jardim de infância em Granville, até à recente coleção de Raf Simons.

Mais de 70 vestidos, muitos deles de Alta Costura, estarão em exibição lado a lado com pinturas impressionistas de Monet, Degas, Renoir e Berthe Morisot, gentilmente emprestadas pelos museus d'Orsay e Marmottan e por vários colecionadores particulares.



“LITTLE JACKET” CHANEL



O clássico casaco em tweed da Chanel é, sem dúvida, uma das peças mais elegantes e míticas da história da moda e para a celebrar a casa francesa lançou um novo filme, que documenta o seu trajeto, desde a sua concepção por Gabrielle Coco Chanel até às mais recentes recriações de Karl Lagerfeld. Coco Chanel criou o icónico casaco com o intuito de libertar as mulheres das restrições das silhuetas dos anos 1950. "O aspeto mais difícil do meu trabalho é permitir que as mulheres se movam com facilidade", afirmava então a criadora.

Em 2012, Karl Lagerfeld homenageou o “Little Jacket” com o lançamento do livro e da exposição internacional de fotografia “The Little Black Jacket: Chanel’s Classic Revisited”. Com a ajuda de uma das figuras mais importantes do mundo da moda, Carine Roitfeld, o Kaiser fotografou 109 celebridades vestidas com o clássico casaco, entre elas: Anna Wintour, Daphne Guinness, Kirsten Dunst, Linda Evangelista, Claudia Schiffer, Sarah Jessica Parker, Natalia Vodianova, Mark Vanderloo, Kanye West ou Alexander Wang.

Este vídeo é o quarto capítulo de uma série de filmes que a casa Chanel tem vindo a apresentar num site retrospetiva e interativo que explora e revisita os momentos-chave da história da marca.

“KEITH HARING AND FASHION” EM EXIBIÇÃO NA COLETTE






Até 4 de maio, a concept store parisiense Colette apresenta “Keith Haring and Fashion”, uma exposição com curadoria de Maripol que presta homenagem ao artista nova-iorquino falecido em 1990.

Maripol é uma artista francesa estabelecida há 30 anos em Nova Iorque. Considerada um ícone vivo, amiga de Madonna e Andy Warhol, fotógrafa e viajante, Maripol influenciou profundamente a arte, a moda e a música do seu tempo e apresenta agora uma nova perspetiva sobre a relação de Keith Haring com a Moda, tanto durante a sua vida como postumamente. Em exibição estão desenhos originais de Keith Haring, a sua primeira fanzine(Galeria 213), fotografias de Louis Jammes, Ricky Powell and Roxanne Lowit, assim como peças de Vivienne Westwood, Patricia Field, Comme des Garçons, Swatch, Jeremy Scott x Schott inspiradas no trabalho do artista.

Natural da Pensilvânia, Keith Haring (1958-1990) mudou-se para Nova Iorque no final da década de 1970. Ingressou na School of Visual Arts e deixou-se influenciar imediatamente pela vida da grande cidade, pelo hip-hop, pelo breakdance e pelo graffiti. Conviveu com os chamados “artistas de rua” e começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metro, ruas e paredes de Nova Iorque. O código visual que criou é facilmente reconhecível por todos: linhas de contorno com traço grosso, figuras muito simples e preferência pelas cores primárias e secundárias.




LACOSTE L!VE LANÇA “THE ARTIST SERIES”







Fiel ao seu estilo casual chic, com um toque de humor e ousadia, a marca francesa Lacoste L!ve apresenta mais uma novidade para esta primavera:“The Artist Series”, uma coleção cápsula de 11 t-shirts criada em colaboração com cinco artistas de diferentes áreas: Ben Newman, Honet, Elzo, Andy Rementer e Stevie Gee.

Os talentosos artistas traduziram nas t-shirts um imaginário que oscila entre o surfista e o psicadélico, o vintage e a street art. O famoso crocodilo Lacoste integra o desenho de cada ilustrador. A coleção já está disponível nas seguintes lojas Lacoste: Dolce Vita Porto; Mar Shopping Porto; Lacoste Aveiro; Colombo Lisboa; Vasco da Gama Lisboa; Braga Parque.


OS ARTISTAS

BEN NEWMAN trabalha formas audazes, cores brilhantes e personagens divertidas. Produziu trabalhos para clientes como Tate, IBM, BBC Radio 4, Fantagraphics, Absolut Vodka e Nobrow Press.

HONET descobriu o graffiti quando tinha apenas 15 anos, em 1988, e tornou-se rapidamente uma referência no universo do graffiti de Paris. No final de 1990 mudou de rumo e trocou as latas de spray pelos pincéis. Começou a pintar paredes que agora pertencem a galerias. O seu estilo cruza o gótico com o barroco moderno e é bastante influenciado pelas suas viagens e os espaços abandonados que visita.

O trabalho de ELZO, natural de Bruxelas, partilha fronteiras entre a arte e o grafismo contemporâneo. As suas imagens psicadélicas de inspiração punksão imediatamente reconhecíveis, pela sua presença constante em flyers de festas, concertos, posters e capas de discos. Expôs na maioria das capitais europeias e sonha viajar pelo mundo, apresentando imagens que procuram constantemente novos horizontes.

Apaixonado pelo passado, tipografia manual, cores vintage e achados em mercados de rua, ANDY REMENTER divide o seu tempo entre o desenho,cartoons, pintura e animação. O seu trabalho colorido e vibrante caracteriza-se através de uma variedade de fontes.

STEVIE GEE cria personagens frequentemente influenciadas pelo bizarro, com imagens inspiradas em histórias trashy. Homens com looks de 1950, mulheres voluptuosas, palhaços loucos e bestas selvagens são frequentes no trabalho que produz sob o pseudónimo de Dusty Wolf.

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