21 de jan. de 2012

JOVENS NA MIRA DO RETALHO


Nos últimos meses, muita atenção tem sido dada aos esforços para compreender os consumidores mais jovens. Em particular, os telemóveis e as redes sociais estão a desempenhar um papel cada vez mais importante na construção do seu comportamento de compras – uma tendência que o retalho deve seguir.
 
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Jovens na mira do retalho
A mudança de atitudes e a rápida taxa de absorção de tecnologia significa que houve uma rutura entre a Geração Y (os nascidos entre 1981 e 1995) e a anterior. As classes média e alta desta geração mais jovem não sentiram efetivamente a recessão, segundo o diretor da Insites Consulting, Joeri van den Bergh. E, num ambiente caracterizado pela baixa confiança dos consumidores, isso torna-os um alvo apetecível para os retalhistas.
À medida que os consumidores mais jovens passam mais tempo on-line utilizando uma grande variedade de dispositivos, o m-commerce, as redes sociais e todos os outros elementos do retalho multicanal adquirem uma importância crescente. No entanto, há diferenças que se evidenciam. A forma como estes consumidores se relacionam com as marcas e o que eles esperam da sua experiência de retalho é muito diferente da Geração X ou Baby Boomers.
Por exemplo, os consumidores da Geração Y são «viciados na estimulação», afirma van den Bergh, explicando em seguida que este comportamento está a levar retalhistas como a H&M a reformarem as suas lojas a cada quinze dias, para evitar que esses compradores percam o interesse. Enquanto isso, os consumidores da Geração X entram à procura de algo que viram há duas semanas atrás e, se não encontram no mesmo local, vão pensar que o produto já não existe em stock.

Esta ideia está ligada ao conceito de «aumento do poder individual», que basicamente significa que os consumidores estão a perguntar “o que ganho com isso?”. Van den Bergh sugere que os retalhistas precisam de oferecer coisas como descontos instantâneos de compras personalizados. Esta geração não quer ser «moderna ou alternativa», acrescenta o responsável, observando que tendem a envolver-se em «benchmarking de vida» com os seus pares, utilizando redes sociais como o Facebook.
A autenticidade é também um fator chave na conquista desta geração. No entanto, van den Bergh consdera que esses consumidores não estão interessados na herança da marca, mas de permanecer fiel ao seu ADN. «É sobre ser real, honesto e confiável», sublinha.

As atitudes destes consumidores são diferentes, mas como é que isso se conjuga em termos das expectativas da experiência de compra? De acordo com a pesquisa da Oracle sobre os Nativos Digitais, compradores com idade entre 15 a 25 anos, serão «alguns dos consumidores mais poderosos que o mundo já conheceu».

Apesar deste grupo etário poder fazer compras através de múltiplas plataformas, a loja ainda vai desempenhar um papel importante para eles. Mas os retalhistas não podem oferecer uma abordagem de «tamanho único e esperar que os consumidores aceitem isso», revela a pesquisa.

A Oracle refere que a tecnologia vai desempenhar um papel chave para ajudar a oferecer um serviço diferenciado ao cliente, seja ele tecnologias na loja, para cupões, programas de fidelidade e promoções ou na capacidade de comparar itens similares de diversos retalhistas num telemóvel. Segundo a pesquisa, eles também esperam uma experiência perfeita em todos os canais. Como a tecnologia evolui rapidamente, estes consumidores esperam que os retalhistas e as marcas evoluam com eles.
 
Fonte:  just-style.com

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