22 de fev de 2012

BILLABONG À VENDA?


A empresa australiana de surfwear está a ter um início de ano movimentado em termos empresariais. Para além de ter criado uma joint-venture para a marca Nixon com a Trilantic Capital Partners, a Billabong está ainda a analisar uma proposta de compra por parte da TPG Capital e a rever a sua rede de lojas.
 
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Billabong à venda?
 A empresa de surfwear Billabong estabeleceu um acordo com a Trilantic Capital Partners (TCP) para criar uma joint-venture com o objectivo expandir a sua marca Nixon mundialmente. Neste negócio, a Billabong e a TCP ficam cada uma com cerca de 48,5% da Nixon, com a administração a deter os restantes 3%.
«A Nixon conseguiu um forte crescimento desde a aquisição por parte da Billabong em 2006», indicou a empresa, acrescentando que está agora bem posicionada para «crescer mais» junto dos atuais retalhistas da Nixon, sobretudo retalhistas de moda e relógios, assim como em lojas selecionadas de eletrónica de consumo.
«A parceria com a Trilantic dá à Nixon o apoio financeiro e a dinâmica para conseguir este crescimento», acredita Derek O’Neill, CEO da Billabong.
Os cofundadores da Nixon, Andy Laats e Chad DiNenna irão manter os seus cargos como CEO e vice-presidente executivo da marca, respetivamente, mantendo um investimento significativo na empresa. O negócio avalia a Nixon em cerca de 464 milhões de dólares (cerca de 351 milhões de euros).
O anúncio deste negócio surge um dia após notícias darem conta do interesse da empresa de private equity TPG Capital na Billabong, uma oferta que a empresa de surfwear confirma que está em negociações. A TPG Capital ofereceu 3 dólares australianos por ação, o que avalia a empresa em cerca de 765 milhões de dólares australianos (617,68 milhões de euros).
A Billabong está ainda atualmente a rever a sua rede de retalho, com um programa de corte de custos, e a reduzir os dividendos. Das 677 lojas detidas pela Billabong, a empresa tenciona fechar entre 100 e 150 com fracas performances. Algumas têm contratos de arrendamento que terminam em 30 de junho de 2013 e a Billabong ou não os irá renovar ou irá acelerar o fim dos mesmos.
A empresa australiana espera reduzir as despesas em 20 a 30 milhões de dólares australianos e aumentar o EBIDTA em 5 a 10 milhões de dólares australianos. O encerramento das lojas irá levar ao despedimento de cerca de 400 pessoas em todo o mundo.
A Billabong pretende igualmente reduzir os custos em todas as áreas de negócio, incluindo na sede, racionalizar a cadeia de aprovisionamento e tornar mais eficiente os gastos em marketing.
As mudanças foram anunciadas na mesma altura em que a empresa anunciou uma quebra de 71,8% no lucro nos seis meses até 31 de dezembro, para 16,1 milhões de dólares australianos, em grande parte devido às perdas por deterioração de 15 milhões de dólares australianos relacionadas com o seu negócio na África do Sul.
As vendas subiram 1,5% em termos de valor (em dólares australianos) para 847,2 milhões de dólares australianos, ou mais 6,3% a taxas de câmbio constantes. O EBIDTA caiu 21,7%, para 74,1 milhões de dólares australianos, devido a vendas mais baixas do que o antecipado em novembro e no início de dezembro e à pressão sobre as margens brutas resultantes de custos de produção mais elevados. A Billabong referiu também que enfrentou um ambiente muito promocional, tanto nas vendas por grosso como no retalho, na Austrália, na Europa e, em certa medida, nos EUA.
 
Fonte: Just-style.com