9 de out de 2011

Filme e Livro sobre os 50 anos do filme Bonequinha de Luxo


O filme:

“Bonequinha de Luxo” completa 50 anos e ganha edição remasterizada: leia mais sobre o filme


por Luciana Borges
 - 17 de setembro de 2011
Sobre a abertura do filme, mais uma curiosidade: apesar de detestar o bolinho que come em cena, Audrey Hepburn teve que repetir o ato em diversas tomadasSobre a abertura do filme, mais uma curiosidade: apesar de detestar o bolinho que come em cena, Audrey Hepburn teve que repetir o ato em diversas tomadas

Quando o escritor Truman Capote ficou sabendo que Audrey Hepburn seria a escolhida para o papel da atraente e instável Holly Golightly, a heroína de seu livro “Bonequinha de Luxo”, não gostou nada da ideia. Para o autor, Hepburn e suas maneiras delicadas, seu porte esguio, em nada tinham a ver com a figura de uma mulher sedutora que se protege do passado e do medo de sofrer mergulhando em casos com homens ricos e passeios pela Tiffany’s. Capote teria pensado originalmente em dar o papel para a amiga Marilyn Monroe, mas quando viu Audrey com o vestido preto assinado por Givenchy executando a cena inicial do filme, sua opinião foi por água abaixo. 

A atriz em cena com George Peppard (à esq.), par romântico no filme, o ator se tornou amigo pessoal de HepburnA atriz em cena com George Peppard (à esq.), par romântico no filme, o ator se tornou amigo pessoal de Hepburn

Esta é uma das histórias mais conhecidas em torno da produção de “Bonequinha de Luxo”, longa-metragem lançado nos Estados Unidos em 1ᵒ de outubro de 1961 e que comemora 50 anos tendo alcançado o status inegável de clássico do cinema. A data será celebrada pela chegada ao mercado do Blu-ray com uma versão reeditada do filme, que começa a ser vendido em 20 de setembro, e promete mais entrevistas e extras sobre as filmagens. 

Do figurino à trilha sonora – que conta com a própria Hepburn cantando “Moon River” – aos diálogos inesquecíveis, a obra foi um marco tanto para Capote, que ajudou na adaptação do roteiro, quanto para o diretor Blake Edwards, credenciado pelo trabalho para o primeiro time de Hollywood. Mas, principalmente, para a atriz belga Audrey Hepburn, que já havia conquistado popularidade com produções como “A Princesa e o Plebeu” (1953), “Sabrina” (1954) e “Cinderela em Paris” (1957), e com “Bonequinha de Luxo” conseguiu provar um talento dramático que ia além de interpretar mulheres ingênuas em romances “água com açúcar”.

Rodado em três meses, o filme tem Nova York não só como pano de fundo, mas como um dos “personagens” da história. As festas no apartamento de Holly tinham muito dos encontros que o próprio Capote freqüentava na alta roda de intelectuais e endinheirados de Manhattan. No livro, elas são mais picantes, bem como a caracterização da protagonista, que originalmente flertava com a bissexualidade, se apresentava mais escancaradamente como uma acompanhante de luxo e é quase alcoólatra. Por isso, vale uma espiada no livro para mergulhar mais neste universo.

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Premiado apenas com dois Oscar – entre eles melhor música original para “Moon River” – “Bonequinha de Luxo” colocou Audrey Hepburn como a segunda atriz mais bem paga de Hollywood (ela levou US$ 750 mil de cachê), atrás apenas de Elizabeth Taylor. Ela, no entanto, colheu mais resultados do que apenas os financeiros: se tornou um ícone de estilo definitivo.

Relembre aqui algumas cenas do filme e assista a dois momentos – o trailer (clique) e à cena em que Hepburn canta (abaixo). 




fonte: Colherada Cultural

O LIVRO

Sinopse - Quinta Avenida, 5 da Manhã - Audrey Hepburn, Bonequinha de luxo e o surgimento da mulher moderna - Sam Wasson

No cartaz que divulgou o lançamento de Bonequinha de luxo (1961), Audrey Hepburn aparece elegante. Pequenos detalhes, porém, quebram a atmosfera clássica: uma cigarrilha pendendo no canto da boca e um gato pousado no ombro direito. Com o mesmo vestido longo negro, ela surge nas cenas iniciais do filme, interpretando a playgirl Holly Golightly. Desce de um táxi em frente à joalheria Tiffany's de Nova York. Carrega nas mãos, que vestem luvas compridas pretas, uma sacola de papel com seu café da manhã, um pão doce, e come enquanto observa as vitrines. Tanto a imagem que estampa o cartaz quanto a cena que abre a película representam uma grande mudança nos modelos de Hollywood e no papel feminino no cinema. Audrey Hepburn interpreta uma moça não muito casta, mas sofisticada e independente, deixando para trás o moralismo dos anos 1950 e traçando novos rumos para a mulher moderna. Analisando elementos como esses e os bastidores da película, Sam Wasson mostra como o longa contribuiu para transformar a moda, a liberdade feminina e a indústria cinematográfica. Quinta Avenida, 5 da manhã, best-seller do New York Times, apresenta a primeira descrição completa da produção de Bonequinha de luxo. O autor traça o perfil de personagens fascinantes e desvenda detalhes pouco conhecidos pelo público. Truman Capote, por exemplo, autor da novela que deu origem ao roteiro, queria Marilyn Monroe para o papel principal. O diretor Blake Edwards foi responsável por boa parte do humor do filme. Audrey enfrentava o dilema de conciliar as tarefas de uma grande estrela de cinema com o papel de mãe. Edith Head, a figurinista da Paramount, teve de engolir a escolha dos vestidos de Givenchy... Escrito com humor, charme e elegância, o livro revela uma mudança cultural definitiva e transporta o leitor para a Nova York dos anos 1960. 

Quinta Avenida, 5 da Manhã - Audrey Hepburn, Bonequinha de luxo e o surgimento da mulher moderna - Sam Wasson

Fonte:skoob