19 de mar de 2013

Negócio na roupa de homem

O crescimento do mercado mundial de moda masculina não passou despercebido e retalhistas em todo o mundo estão cada vez mais atentos ao homem. Entre as práticas adotadas destacam-se os esforços para criar uma melhor oferta de retalho através de novos serviços e uma nova abordagem ao design da loja.

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Negócio na roupa de homem
Em termos mundiais, o mercado da moda para homem está a crescer. De acordo com a pesquisa ao consumidor realizada pelo NPD Group, as vendas de vestuário masculino nos EUA aumentaram 4,9%, para os 56,5 mil milhões de dólares, de março de 2011 a março de 2012, num mercado de vestuário total cifrado nos 199 mil milhões de dólares. Este crescimento superou o da moda feminina, que subiu 4,2% durante o mesmo período de tempo.
A mesma tendência é observada no luxo, com a empresa de consultoria Bain & Co a indicar que o mercado global de moda masculina de luxo está a crescer cerca de 14% ao ano, quase o dobro do ritmo de crescimento verificado na moda feminina de luxo.
As vendas de moda masculina no Reino Unido deverão crescer em 2012, pela primeira vez em cinco anos (Verdict Research). Os gastos totais em moda masculina no Reino Unido poderão atingir os 1,8 mil milhões de libras esterlinas em 2016, o dobro do verificado nos últimos cinco anos. Até 2021, o mercado de moda masculina poderá subir para os 13,7 mil milhões de libras.
Como resultado deste crescimento e focalização renovada no consumidor de vestuário masculino, o padrão para o retalho de moda masculina está a elevar-se de forma significativa. O homem moderno de hoje é sofisticado e informado e precisa de produto e ambiente atualizados, para corresponder a essas necessidades.
A Burberry registou um aumento de 26% nas vendas de moda masculina em 2011 e Angela Ahrendts, CEO da empresa, afirma que tal está associado aos homens, que sentem a pressão para ter um aspeto elegante e destacarem-se num mercado de trabalho difícil. A Burberry é uma das marcas de luxo a abrir várias lojas póprias de moda masculina em Londres, para assim canalizar esta área de crescimento. Entre os retalhistas que adotaram a tendência, encontram-se ainda a Hermès, Christian Louboutin, Alexander McQueen e Dior. Também em Nova Iorque, o retalho de moda masculina mostra-se dinâmico.
A abertura de lojas masculinas conhece uma grande expansão para responder à procura de eficiência na compra. O ponto de venda da Halsuit em Tóquio foi projetada por Nendo em torno das necessidades de merchandising dos homens, ao nível de eficiência e visualização. Os manequins e as salas de prova estão no centro da loja e os stocks são apresentados em unidades de merchandising organizadas como mesas de conferência e salas de reuniões. O design visa levar o homem a sentir-se confortável num ambiente de escritório.
Já a loja Ludlow Shop da J Crew, localizada na 50 Hudson St., em Nova Iorque, oferece aos homens um ambiente mais reduzido, íntimo, que gera confiança na escolha do vestuário. O recurso a uma história de herança de marca proporciona um ambiente confortável e masculino no qual os clientes podem estar e falar sobre adereços vintage ou máquinas industriais em vez de vestuário.
Juntamente com o crescimento da moda masculina, o mercado de produtos de beleza e higiene paar homem também está a expandir-se, à medida que cresce o fenómeno do homem metrossexual, exigindo produtos sofisticados. De igual forma, o homem de meia-idade sente a pressão para permanecer jovem.
Em 2011, o mercado de cuidados de pele e higiene para homem cresceu 11% nos EUA. Globalmente, as vendas têm aumentando 6% ao ano desde 2006. Os retalhistas têm respondido com a adição de serviços na loja, como é o caso do salão Otomano da britânica Ted Baker ou do novo conceito de loja da Hackett, em Londres.
Fonte: WGSN