4 de jun de 2012

BRITÂNICOS CELEBRAM GLAMOUR


Numa sociedade marcada pela aristocracia e pelos bailes da Família Real, não faltam os vestidos de noite glamourosos mas também, em certa medida, ousados. Alexander McQueen, Vivienne Westwood e Erdem são alguns dos nomes que desenharam alguns dos mais belos exemplares, agora em exposição.
 
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Britânicos celebram glamour
Um vestido de noite decadente feito com penas e um vestido estampado em renda de latex desenhados são dois dos exemplares que fazem parte de uma nova exposição para celebrar o esplendor e glamour dos vestidos de baile britânicos.
«Esta exposição é um momento muito entusiasmante para nós, queríamos mesmo lançar a nova galeria de moda com uma mostra que celebrasse o design de moda britânico», afirma a co-curadora Sonnet Stanfill.
A exposição mostra uma vasta coleção de designs feitos especialmente para eventos sociais como os bailes de debutantes, ocasiões reais e eventos de passadeira vermelha ao longo de 60 anos.
A maior parte das pessoas fica entusiasmada com a ideia de um evento de conto de fadas, de escolher um vestido que mostre o seu nível de gosto, que as faça estar no seu melhor e as apresente com o seu melhor traje, indica Stanfill. «Há um momento que toda a gente espera, quando uma mulher vai ao seu guarda-roupa e escolhe um vestido de gala, ter aquele momento em que se sente a mais bela do baile», acrescenta.
Os visitantes que entrem nas salas suavemente iluminadas poderão ver algumas das criações mais belas e ousadas de designers como Alexander McQueen, Vivienne Westwood e Erdem. Projeções dos vestidos, fotografados por David Hughes, estão em cada nicho do teto abobadado em detalhes nítidos.
A galeria mais baixa mostra vestidos históricos datados desde os anos 50, incluindo um design Norman Hartnell para a falecida Rainha Mãe e o “Elvis Dress” de Catherine Walker usado pela Princesa Diana.
Escolher os designers e os vestidos em exibição foi, contudo, uma tarefa extremamente difícil, explica Stanfill. «Procurávamos coisas que mostrassem diferentes técnicas de costura, silhuetas diferentes e, claro, que fosse britânico, por isso, percorrendo a nossa coleção permanente, escolhemos peças que sentimos serem os melhores exemplos».
Candelabros brancos e colares gigantes em pérolas cinzentas com os manequins em cima constituem o novo nível da mezzanine, que foi desenhado para representar um grande salão de baile.
Mas a exposição não é só sobre festas e camadas de tule e folhos, acrescenta Stanfill, que afirma ter descoberto uma camada de subversão por detrás do design de Atsuko Kudo, que parece ser renda mas é feito de latex. «Uma das coisas que realmente me deu prazer a trabalhar nesta exposição é a noção de subversão… É mais do que um vestido, é aquele elemento surpresa que gostei realmente de descobrir», indica Stanfill. «O design britânico… pensa-se que se sabe do que se trata e depois surge alguma coisa e derruba as noções preconcebidas», acrescenta. 
 
Fonte: Reuters