12 de fev. de 2012

Máscaras e a Alegria Carnavalesca

Quando me falam de carnaval me vem um desejo enorme de conhecer o Carnaval de Veneza, cidade no coração da Itália. Os românticos mascarados, com seus belos trajes e suas máscaras misteriosas.
Para quem não conhece o Carnaval em Veneza surgiu no século XVII, quando a nobreza saia para se misturar com o povo usando máscaras para cobrir o rosto. E até hoje a festa  virou tradição que dura 10 dias.
Os registros mais antigos mostram que as máscaras começaram a ser usadas à partir 02 de Maio de 1268. Em 22 de Fevereiro de 1339 foi proibido andar de máscaras nas ruas da cidade a noite.
As festas carnavalescas em Veneza são elaboradas em grande estilo com bailes e companhias que desfilam pela cidade como os Antigos e os Ardentes.


Eu sempre tive uma fascinação grande por máscaras. Sempre encarei a vida de cara limpa, pouca maquiagem e muita naturalidade e as máscaras muito me fascinam por este lado misterioso e intrigante.Querer se esconder , querer experimentar novos rumos, ousar no desconhecido. Conhecer verdadeiramente o mundo através da máscara. Enxergar a vida além do objeto que cobre o rosto.
Um rosto anônimo na multidão, mas com um olhar de quem quer conhecer e experimentar a vida.




Quem me conhece sabe... curti muito as agitações no Carnaval... rsss sou brasileira. E aqui é o país do carnaval. Mas, o que sempre me encantou no carnaval foram as marchinhas antigas, o triângulo amoroso entre Pierrot, Arlequim e Colombina,  os sambas antigos e saudosos. A Alegria da minha família com suas brincadeiras e bagunças, tudo muito saudável e divertido.
Me fascina os grandes desfiles das escolas de samba.  Toda a elaboração de um espetáculo, envolvendo pesquisas , moda, história, teatro, dança , apresentação, tudo um pouco do que faço e vivencio no dia-a-dia   da moda e desfiles .




A música que me encanta é Noite dos Mascarados, cantada pela voz de Chico Buarque, grande conhecedor da alma feminina. Sabe tocar  em sentimentos saudosistas através da música como ninguém.

Noite dos Mascarados - Chico Buarque

Quem é você?
Adivinhe, se gosta de mim
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
Quem é você, diga logo
Que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco
Que eu quero me arder no seu fogo

Eu sou seresteiro
Poeta e cantor
O meu tempo inteiro
Só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro
Só quero violão
Eu nado em dinheiro
Não tenho um tostão
Fui porta-estandarte
Não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte
Nasci pra sambar
Eu sou tão menina
Meu tempo passou
Eu sou Colombina
Eu sou Pierrot

Mas é carnaval
Não me diga mais quem é você
Amanhã, tudo volta ao normal
Deixe a festa acabar
Deixe o barco correr
Deixe o dia raiar
Que hoje eu sou
Da maneira que você me quer
O que você pedir
Eu lhe dou
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Aos olhos desta carnavalesca com olhar saudoso de carnavais que não vivenciou, tudo se encaminha para um lado romântico e histórico.  E não pensem que não acho bacana olhar os blocos pulando de alegria  através da televisão. Adoro! Mas  estes para mim ficam para os animadinhos rsss Para participar prefiro os mais tradicionais e elegantes, com histórias e o algo mais misterioso.





Minha mãe é da cidade do frevo! Sim , Recife, e acho fascinante as construções dos bonecos a desfilar pela cidade nos blocos. E a dança animada do frevo com seus guarda-chuvas coloridos. É artístico, interessante demais, o Brasil vive o momento carnavalesco em total criatividade.




As festas carnavalescas realmente espalham alegria. Contagia as pessoas, distribuindo vontade de sambar , ou de aprender a sambar rsss

Meu olhar carnavalesco é mais artístico. Gosto dos temas, da elaboração das fantasias, de ouvir o samba enredo, das marchinhas e máscaras. E para quem curte o carnaval como eu... fica aí o sonho de ir a um baile Veneziano curtir seus mistérios ou descer a ladeira de Olinda misturada a multidão de foliões e seus bonecos gigantes.

Bjs e bom Carnaval.

Kris Melo

VISÃO DE MODA ALIADA A INDÚSTRIA TÊXTIL



Trabalho há mais de 15 anos no ramo da moda e da confecção e ainda encontro pessoas  mais jovens  encantadas com o glamour e  impressionadas com as imagens dos desfiles , o luxo e a ostentação do Mundo Fashion.
Eu  realmente tomei de amores pelo ramo, mas não somente pelo luxo.  Com certeza nos meus 38 anos de idade isso não mais me impressiona.
É claro que tudo é feito para encher os olhos. É o marketing, a imagem visual, para atrair e deleitar os olhos dos consumidores, despertando os sonhos e  o desejo de compra.
A realidade por trás do glamour é bem diferente.
Os consumidores que não estão dentro do ramo não imaginam que aquela blusa, objeto de desejo, passou pelas mãos dos vários profissionais de moda. Estilo, modelagem, costura, acabamento, marketing, vendedores, lojistas... tantas pessoas... tantos profissionais.

Não imaginam o quanto o profissional de costura trabalha para criar as peças e o orgulho que nos causa quando cruzamos com alguém que esta vestindo uma de nossas criações. Não imaginam o quanto este profissional é desvalorizado e o preço disso é a mão de obra se tornando escassa.
Mesmo um desfile de moda, além dos valores envolvidos, gera um trabalho imenso, com uma equipe grande de profissionais para dar suporte as modelos, trilha sonora, passarela.... tudo para que o consumidor ache tudo muito lindo e compre o produto.
E o tempo...curtíssimo amigos, para que tudo isso ocorra . Quatro coleções, e muitas coisas acontecendo dentro das confecções para que este lindo produto esteja dentro de uma loja.
Amo a Moda...E já percorri o caminho desde a nascente.... Estudei e me formei em outras áreas e me encontrei na profissão. Não no glamour que ela mostra, mas sim na realidade que ela é.
Me chateia, quem não entende, discriminar a Moda. Ela não é nada superficial, uma vez que quem normalmente a critica a consome. Lembrando que falar em moda , não é só falar em roupa. Moda é tudo o que acontece, desde um Tablet que acabou de ser lançado que se torna objeto de desejo  ou aquela sapatilha com estampas de oncinhas desfilando nos pés das mulheres do momento.
Pra falar de Moda é preciso estar no ramo. Onde tudo começa a se criar. O desenho e a manifestação do desejo do consumidor por aquela criação. Os milhares empregos que isso gera. As centenas de profissionais que tornam o produto real. Que participam da realidade da Moda.
Não é por acaso que a Moda é um dos segmentos que mais emprega no mundo, no ramo têxtil e de confecção.
O Brasil tem um potencial imenso para manter seu espaço neste segmento. A valorização e treinamento do profissional de moda precisa ser visualizada pelas empresas.  O Brasil não é só Biquine e Carnaval.  O Brasil é criação e todos nós do ramo da moda temos o dever de afirmar isso ao mundo. Este espaço foi conquistado por muitos de nossos estilistas,  e precisam de reconhecimento mundial.
Estamos perdendo espaço para os outros países.... sim estamos, porém não devemos nos acomodar , mantendo a nossa qualidade, os produtos diferenciados, pesquisas, usar a riqueza de um país, sem afetar os recursos naturais. O Brasil é rico, não só pelas matas, pelos minérios ... Não.! O Brasil ´rico devido a seu povo, que mesmo explorado possui enorme força de continuidade e sobrevivência.
O brasileiro precisa valorizar os seus produtos, não só em matéria de dinheiro,  mas sim em acreditar no que faz. Acreditar na sua criação.

A industria têxtil tem capacidade de trazer para o mercado nacional produtos que supram esta necessidade. Não podemos colocar no mercado um tecido qualquer, com qualidade duvidosa, quando o mercado externo traz um produto melhor. Temos que nos superar. Se existe um caos no ramo têxtil , somos todos responsáveis por isso e temos o dever de promover as mudanças. E a palavra chave desta mudança é a Qualidade.
O menos é mais. Frase do minimalismo que eu adoro!
Crescer com planejamento. Porque até então, no ramo da moda e da confecção , só o que se pensava era ganhar, ganhar, e ganhar... e no fim o caos.
Ainda há chance para reverter esta situação, porque o Brasil é um país criativo. Romper os bloqueios entre a criação e a produção. Investir em tecnologia e treinamento. Incentivo profissional. Mas como?
Sabemos a resposta , mas poucos possuem a coragem de enfrentar. Alguns por motivos particulares, por estarem envolvidos até o pescoço na política do ganha a ganha, que é uma forma cômoda e viciosa  de acreditar que se pode sempre ganhar, e continuar ganhando em meio a este caos em que o ramo se encontra.
As mudanças são difíceis, mas são necessárias. Comecemos pela consciência de cada um .Onde erramos  e o que é preciso para promover estas mudanças. E por fim mudar. Promovam a mudança individualmente, num grupo, num todo. O importante é mudar. É ter a consciência de que é preciso mudar.

Uma frase que gosto muito e que marcou minha vida na confecção, onde tentei sempre a meu modo promover alguma mudança:

Uma visão sem ação não passa de um sonho.
Ação sem visão é só um passatempo. 
Mas uma visão com ação pode mudar o mundo”.
Joel Barker




Beijos a todos.

Kris Melo


10 de fev. de 2012

BJÖRN BORG TRANSMITE ESPETÁCULO 4D EM LONDRES


Para comemorar o lançamento da sua campanha "Björn Borg says JA! To turning the Lights Off", a marca deunderwear sueca Björn Borg vai criar uma experiência multi-sensorial em live stream na Semana de Moda de Londres. 


O espetáculo irá decorrer no próximo dia 16 de fevereiro na Battersea Power Station, em Londres, que será convertida num paraíso escandinavo com banheiras de hidromassagem, saunas e florestas cobertas de neve. A experiência nórdica vai incluir um desfile da Björn Borg, onde será apresentada a sua mais recente coleção, e a estreia mundial de um filme de moda em 4D, realizado por Paris Kain. Este será projetado numa tela de 25x50 metros sobre o Rio Tamisa, através da tecnologia de spray.
O evento será transmitido ao vivo a partir de 20h00 na MTV.com e em http://lightsoffshow.bjornborg.com
Entretanto, veja o teaser do filme.


"PLAYGROUNDS": A NOVA CAMPANHA DA FEIYUE



Associados às artes marciais chinesas como o Tai Chi ou o Kung Fu, os ténis de lona e sola de borracha vulcanizada da marca Feiyue, originalmente criados na década de 1920 em Xangai, chegaram à Europa em 2006 através de uma equipa francesa apaixonada por ténis desportivos e cultura urbana. Patrice Bastian (sneaker freak) e Carlos Munka (designer gráfico) criaram a nova imagem dos Feiyue e deram início a uma nova história de uns ténis originais, clássicos, confortáveis e com um encanto retro. 


Bastian e a sua equipa não seguem tendências nem fazem estudos prévios. O seu lema é a procura constante por novas formas e materiais de qualidade. Tal como o nome indica - em chinês Feiyue pronuncia-se Fei-ué, que significa Flying Forward (voando em frente) - a Feiyue está em constante evolução.
"Playgrounds", a nova campanha de comunicação da marca, mostra claramente essa evolução e responde a uma nova estratégia de segmentação.
A coleção Feiyue para o verão 2012 inclui mais de 100 modelos, incluindo 80 unissexo e 17 para crianças. Nesta estação, a marca apresenta ainda o seu primeiro modelo feminino, Saddie, um elegante sapato de dois materiais, inspirado no estilo preppy dos anos 50.
A campanha "Playgrounds" foi realizada nos EUA, onde um grupo de amigos desfruta de uma viagem pela Califórnia. A jornada começa em Venice Beach (Los Angeles), segue para o deserto no Pontiac GTO e termina na Cidade dos Anjos. Três áreas diferentes, três playgrounds, que representam a diversidade da Feiyue.

9 de fev. de 2012

Economia brasileira ajuda têxtil


O rápido crescimento da economia brasileira e os gastos otimistas da população resultaram num elevado aumento no consumo de têxteis e vestuário per capita no país – e um acentuado impulso à produção local, de acordo com o evidenciado por uma recente pesquisa.
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Economia brasileira ajuda têxtil
 Entre 2005 e 2010, a produção de têxteis e vestuário no Brasil cresceu 25,2% e esta tendência deverá continuar, de acordo com um relatório publicado na última edição da Textile Outlook International.
A indústria está em destaque em termos mundiais e cumpre um papel central no setor transformador do país. Em 2010 produziu 2,25 milhões de toneladas de têxteis e 1,96 milhões de toneladas de artigos confecionados, fazendo do Brasil o quinto maior produtor mundial de têxteis e o quarto maior produtor de vestuário.
Além disso, foi registado um aumento acentuado da procura interna na medida em que o rendimento pessoal disponível aumentou, uma evolução que tem-se manifestado num aumento impressionante de 50% no consumo de fibras per capita durante os últimos cinco anos até 2010.
O aumento da procura interna foi respondido parcialmente por um aumento das importações, de acordo com a análise do estudo “Prospects for the Textile and Clothing Industry in Brazil”. No entanto, a produção nacional aumentou a um ritmo ainda mais acentuado.
Este rápido crescimento estimulou uma onda de aquisições de máquinas novas e mais modernas por parte dos fabricantes brasileiros, numa tentativa de aumentar a produtividade. Como resultado, a indústria têxtil e de vestuário (ITV) está a tornar-se mais intensiva em capital e tem evidenciado uma redução nos seus custos laborais.
A ITV também beneficia de fontes locais de matérias-primas, especialmente de algodão. Os rendimentos das colheitas têm aumentado, atingindo o ponto atual em que estão entre os mais altos do mundo, e o Brasil tornou-se num grande exportador de algodão.
Não surpreendentemente, o algodão continua a dominar o consumo de fibras nas empresas de fiação do Brasil e o país tornou-se no segundo maior produtor mundial de tecido denim.
No entanto, a possibilidade de aumentar a produção e o consumo de fibras sintéticas deverá progredir consideravelmente no futuro, como resultado da evolução da indústria petrolífera do país. Ao mesmo tempo, os custos tendem a ser significativamente mais baixos e isso deverá proporcionar benefícios substanciais aos utilizadores de fibras sintéticas na ITV em termos de disponibilidade e custos.
Apesar dos aumentos na produção e consumo, o Brasil tem ainda um enorme potencial de crescimento.
O desenvolvimento económico no passado teve tendência para ser irregular e afetado pela inflação crescente. Mas atualmente o país parece estar num caminho estável e sustentável e isso deverá levar a um resultado ainda melhor para a indústria têxtil e de vestuário brasileira.
Fonte: just-style.com

Luxo “made in India”


Conotado como um país de produção barata de têxteis e vestuário, a Índia quer ser vista também como um país de rica tradição têxtil e de moda de luxo. Um propósito da designer Saloni Lodha, cujas criações vestem estrelas de Hollywood como Naomi Watts e Emma Watson.
 
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Luxo “made in India”
 O vestuário “made in India” é muitas vezes visto como produto de um trabalho feito em condições deploráveis, mas a designer de moda Saloni Lodha, cujos fãs incluem as estrelas de cinema Naomi Watts e Emma Watson, quer dar-lhe uma marca de luxo. «Tenho uma grande fé na ideia do “made in India” e quero ver uma marca indiana, prodizida na Índia, nas melhores lojas do mundo», explicou, durante uma visita a Mumbai para se abastecer de tecidos.

Sedeada na Grã-Bretanha, Lodha lançou a sua marca, Saloni, em 2007 com apenas 10 designs na sua oferta. Atualmente, os seus vestidos femininos estão em algumas das melhores lojas do mundo e são usados por muitas celebridades.
Sendo um sucesso precoce numa indústria competitiva e muitas vezes implacável, a designer de 30 anos expandiu o seu negócio para incluir joalharia e carteiras, sempre alardeando as origens indianas da sua marca no ponto de venda. Tudo na coleção é produzido na Índia em colaboração com tecelões, alfaiates e bordadores tradicionais.
Lodha, que mantém um estúdio de design em Londres onde desenha os modelos, afirma que o seu trabalho é construído «num constante diálogo entre a Índia e Londres».
O sucesso na sua carreira coincidiu com um crescente interesse na Índia entre as casas de moda estrangeiras, tanto como uma fonte de inspiração como pelo ótimo trabalho manual. A casa de moda de luxo francesa Hermès lançou um sari de edição limitada em outubro de 2011 e o kaiser da moda, Karl Lagerfeld, apresentou uma ode à herança real do país numa recente coleção para a Chanel.
De Valentino a Armani, vários dos maiores designers de moda do mundo voltaram-se para a Índia para contratarem bordados elaborados para os seus vestidos de noite. Mas poucos discutem a produção de vestuário na Índia tão aberta e profundamente como Lodha, com medo que os consumidores possam recusar pagar muito por artigos “made in India”. A criadora indiana encolhe os ombros a essas preocupações. «A Índia tem qualidades de produção incríveis, há capacidades que simplesmente não se conseguem replicar. O “made in India” é um luxo a muitos níveis», sublinha.
Lodha trabalha com artesãos de todo o país, desde famílias na Caxemira que tecem os lenços em caxemira e seda da Saloni a cooperativas de mulheres tecelãs nos Himalaias, perto da fronteira com o Tibete.
Educada numa família tradicional na cidade indiana de Nasik, Lodha revela ter sido uma criança muito visual com um gosto particular pelos tecidos indígenas e pelos pesados saris em seda que eram os favoritos da sua bisavó. «Os meus olhos sempre fugiram para cores e estampados quando era criança», conta.
Após ter estudado design gráfico em Mumbai, casou-se e mudou-se para Hong Kong com 20 anos. «Foi então que comecei a pensar em moda. Tudo o que se podia encontrar em Hong Kong eram marcas de luxo, por isso pensei que podia fazer os meus próprios vestidos e vendê-los a clientes de uma forma mais pessoal», explica. Criou pequenas lojas pop-up, temporárias, para vender os seus vestidos de brocado indiano, seda e algodão.
Seguiu-se um período de três anos numa consultora de moda em Londres e um pequeno curso na conhecida escola de moda Central Saint Martins.
Por fim, em setembro de 2007, pegou em todas as suas poupanças e lançou a marca Saloni durante a Semana de Moda de Londres. A linha foi imediatamente comprada pela department store londrina Harvey Nichols e outros compradores se seguiram.
Apesar da riqueza do artesanato e da tradição de centenas de anos da indústria têxtil da Índia, poucos designers indianos tiveram sucesso no estrangeiro, com exceção de Ritu Beri, de Deli, anteriormente na casa de moda francesa Jean-Louis Scherrer, e Manish Arora, atual diretor artístico da Paco Rabanne. Os restantes preferiram direcionar-se para o próprio mercado interno em crescimento, como Lodha está a começar a fazer agora. «Quase que não vendi na Índia mas fui recentemente abordada pela Le Mill (uma loja de Mumbai). Começámos a vender aí na Primavera-Verão 2011 e a resposta tem sido fantástica», refere.
Embora admita que se sente «incrivelmente excitada» por ver as suas roupas nas estrelas de Hollywood, a criadora indiana tem agora um novo cliente em mente. «Adoro Bollywood! Provavelmente vejo mais filmes de Bollywood do que amigos meus que vivem na Índia», exclama. «Adoro a Freida Pinto, Deepika Padukone, Sonam Kapoor», refere, citando atrizes indianas. «Adorava vê-las com as minhas roupas», acrescenta.
Nos próximos meses, Lodha planeia lançar a sua própria loja on-line e, eventualmente, uma loja física. «Não sinto como se já tivesse conseguido», afirma. «Há um longo caminho a percorrer e sinto que estou a aprender a cada passo», conclui.

fonte: AFP

CHRISTIAN LOUBOUTIN CELEBRA 20 ANOS COM “CAPSULE”



Para celebrar o 20º aniversário da sua marca, o famoso designer de sapatos Christian Louboutin apresenta “Capsule”, uma coleção cápsula que reinterpreta os modelos mais icónicos da sua marca. 


Passaram 20 anos desde que Christian Louboutin lançou os seus primeiros sapatos de sola vermelha e captou parte da atenção até então centrada, quase exclusivamente, em Manolo Blahnik. O designer parisiense, que foi aprendiz de Charles Jourdan na década de 1980, provou ser mais do que um mestre sapateiro e alcançou um estatuto de culto entre celebridades e profissionais de moda.
Christian Louboutin presta agora homenagem ao seu primeiro par de escarpins, tornando-o o centro da coleção “Capsule”, composta por vinte sapatos e seis malas, que podem ser vistos exclusivamente na página do Facebook da marca: http://www.facebook.com/christianlouboutin. São todos reinterpretações dos modelos clássicos de Louboutin e inspirados em temas centrais que definiram os últimos 20 anos do seu trabalho: arte, arquitetura, design, cabaret e viagens.
“Capsule” estará disponível numa pop-up shop exclusiva nos armazéns Selfridges, em Londres, a partir do próximo dia 27 de fevereiro, e em março chegará às lojas Louboutin em todo o mundo.