8 de mar. de 2012

O gênio de “O Artista”


Apesar do filme “O Artista” ter sido filmado a preto e branco, o designer de figurinos Mark Bridges não descurou os pormenores de cor e textura das roupas, para criar o visual e o ambiente sumptuoso do filme. Um trabalho exaustivo que lhe valeu um Óscar da academia e o reconhecimento de Hollywood.
 
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O génio de “O Artista”
Mark Bridges – cujos trabalhos anteriores contemplaram "8 Miles", "There Will Be Blood" e "The Fighter" – venceu o óscar para Melhor Guarda-Roupa com o trabalho realizado para "O Artista", depois de ter já ganho vários prémios, incluindo um BAFTA.
Criar o guarda-roupa para a ode silenciosa, a preto e branco, a Hollywood, que tem lugar nos anos vinte e início dos anos trinta, foi uma aposta arriscada para Bridges, que teve de se manter fiel às modas de um período e assegurar-se que se destacavam no ecrã.
Alguns dos figurinos, que estão em exposição até ao final de Abril no Fashion Institute of Design and Merchandising em Los Angeles, juntamente com outros de cerca de 20 filmes lançados em 2011, mostram uma inesperada variedade de cores e tecidos.
«Tive de criar um mundo real para os atores incorporarem, viverem e criarem a sua vida imaginária», explicou Bridges. «E havia também uma pequena possibilidade real de que alguns mercados no mundo quisessem ver o filme a cores», acrescentou.
Por isso, o designer americano considerou as cores a serem usadas como se estivesse a trabalhar em qualquer outro filme, mas deu ainda mais atenção aos tecidos. «Tinha de contar a história com as texturas – lamés, cetins ou o que fosse. Essa era a linguagem que tinha de usar», indicou..
Também jogou com os contrastes para um efeito dramático, contando a história da ascensão e queda da estrela do filme George Valentin (Jean Dujardin) e como a ingénua Peppy Miller (Berenice Bejo) o arrastou para a era dos filmes falados. «Quando George está no topo da sua carreira, há muito contraste – branco, na camisa branca, e preto, no fato preto. É assim que o vejo logo no início», explicou Bridges.
No início do filme, quando Miller é mostrada como uma grande fã de Valentin e não a estrela em que mais tarde se irá tornar, as suas roupas não se destacam tanto – para explicar o seu lugar na hierarquia de Hollywood. «O vestido coral que Peppy usa no início tem, na verdade, um valor mediano a preto e branco», explicou o designer. «Coloquei poucas coisas contrastantes, como o colar branco e o chapéu branco, apenas para a destacar da multidão, porque é a personagem feminina principal», acrescentou.
O corte e ajuste das roupas também traçam a evolução das personagens, afirma, sublinhando que «à medida que as suas sortes mudam, também muda o contraste. Quando George tem a sua queda e perde todo o seu dinheiro, os seus fatos tornam-se diferentes. Tornam-se um pouco maiores e com um fitting mais desajustado, mesmo as camisas. E usei os tecidos que caem mais», referiu Bridges. «É muito subtil mas é tudo menos preciso e perfeito do que a sua vida era anteriormente», acrescentou.
A maior parte dos figurinos para as estrelas do filme foram feitos de raiz, já que os tecidos do passado não conseguiriam suportar os difíceis horários de filmagem de hoje em dia, segundo o designer. Mas para os papéis mais discretos, apoiou-se no vasto arquivo de figurinos disponível em Los Angeles. «Trabalhámos com um orçamento muito modesto por isso foi ótimo estarmos em Los Angeles para podermos usar os recursos das casas de figurinos», concluiu.
Fonte: Portugal Têxtil

5 de mar. de 2012

TRADIÇÃO PARA VENCER


Os designers de moda indianos, conhecidos pelas suas sedas brilhantes e tecidos ricamente trabalhados, têm de se manter fiéis às suas raízes e aproveitar essas forças, juntamente com a fantástica atenção ao detalhe, para serem reconhecidos mundialmente, mas sem esquecer o seu pujante mercado interno.
 
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Tradição para vencer
 Um pouco mais de uma década após a Índia ter albergado a sua primeira semana de moda, a sua indústria, a dar os primeiros passos, está a tentar entrar no mercado mundial. Mas mais de 80% dos consumidores são ainda do país, onde o rendimento disponível aumentou. «Se pegarmos na nossa sensibilidade e na nossa cultura e acrescentarmos uma dose de loucura, essa é a resposta para o futuro da moda indiana», destaca Valaya. «E penso que há um enorme mercado de todo o mundo. Enorme», acrescenta. 
Embora os têxteis, bordados e tecidos sejam importados da Índia há anos, os designers indianos têm ainda dificuldades em chegar às passerelles das semanas de moda de Paris, Milão ou Nova Iorque. Os criadores do país tentaram enveredar pelos designs ocidentais mas há poucas histórias de sucesso. Uma das exceções é Manish Arora, conhecido pelas suas roupas psicadélicas. Estreou-se na Semana de Moda de Paris em 2007 e já vestiu Kate Moss e Rihanna, entre outras.
«O problema com os indianos é que pensamos que fazemos ótima roupa de cerimónia, pensamos que fazemos um ótimo vestido, algo que vai chegar às páginas das revistas mas que não irá permitir desenvolver o negócio como um todo», sustenta Valaya, à margem da primeira edição do ano da Semana de Moda de Nova Deli. «O que temos são saberes artesanais. O que temos são tecidos, tecelagens e temos de os aproveitar, é a nossa força», acrescenta.
Ele próprio tradicionalista, Valaya é conhecido pelos seus requintados enxovais de noiva, misturando elementos da cultura e história com um estilo contemporâneo. A sua coleção de pronto-a-vestir, influenciada pelo Império Otomano, encerrou a Wills Lifestyle India Fashion Week, em Nova Deli, no dia 19 de fevereiro.
Numa indústria de moda cada vez mais globalizada, há uma mudança percetível em direção ao Leste, que Valaya atribui aos mercados emergentes da Índia e da China. «O foco está agora a mudar para esta parte do mundo – China, Índia», afirma. «Estão prontos para novas coisas… essa será uma mudança de paradigma e é nisso que nos devemos centrar», sublinha.
Há duas décadas atrás, Valaya estava entre os primeiros estudantes a entrar no Instituto Nacional de Moda e Tecnologia em Nova Deli, uma ação pouco usual numa altura em que o design era considerado pouco diferente da alfaiataria. «A maior parte das pessoas pensava que era um instituto de alfaiataria», revela. «As pessoas não conseguiam compreender o conceito de ter o nome de uma pessoa numa peça de vestuário», explica.
Mesmo agora, a moda indiana de topo, que emergiu após a liberalização do país nos anos 90, continua reduzida. Representa cerca de 0,3% do valor da indústria internacional, segundo uma estimativa da Associação de Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (Assocham).
Mas a Índia registou um enorme aumento do mercado de vestuário para casamento, que se transformou numa indústria milionária, que a Assocham acredita que deverá ultrapassar os 110 mil milhões de rupias (1,67 mil milhões de euros) em valor até 2020. Atualmente, esta indústria está estimada em cerca de 55 milhões de dólares em 2007 e cerca de 150 milhões de dólares.
As classes média e alta, com uma riqueza e orçamento disponível em crescimento, estão a criar grandes oportunidades para os designers. Mesmo os homens estão a tornar-se conscientes da moda e dispostos a experimentar. «Os homens mudaram muito. Quando comecei a minha carreira, todos casavam em fatos de três peças e agora são pavões, querem competir com a mulher», afirma Valaya, referindo-se à atual tendência de casamentos luxuosos e vestuário de designer.
Com a Índia a tornar-se num mercado em crescimento para as marcas de luxo, os designers enfrentam a concorrência no seu mercado interno das grandes casas de moda que penetraram no mercado e vendem produtos feitos para agradar aos gostos indianos como o sari da Hermès e a clutch Chandra da Jimmy Choo.
Mas Valaya vê a maior parte da concorrência no pronto-a-vestir, não na alta-costura, com marcas internacionais como Mango e Zara disponíveis no país. «Todas as marcas de pronto-a-vestir que conseguirem, vão vir para o país e o que oferecem é uma ótima qualidade, um grande mix de produtos e preços fantásticos», destaca. «Se os designers indianos não acordarem, vão trabalhar para casas de exportação. Por isso têm de fazer coisas diferentes, mas relevantes», conclui.

Fonte: Reuters

1 de mar. de 2012

XANGAI ANTECIPA PRIMAVERA



A cidade chinesa antecipa a primavera, tornando-se na capital dos têxteis-lar com a próxima edição da Intertextile Shanghai Home Textiles – Spring Edition. A feira abre as portas no último dia de fevereiro e contempla as coleções de roupa de cama, mesa, banho e tecidos de decoração de cerca de 300 expositores internacionais. 
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Xangai antecipa primavera
O certame da Messe Frankfurt tem confirmada a presença de quase 300 expositores, que estarão entre 29 de fevereiro e 2 de março em Xangai para mostrar as suas mais recentes novidades.
Centrada no mercado interno chinês, a Intertextile Shanghai Home Textiles – Spring Edition, que se realiza no Centro de Convenções e Exposição Mundial de Xangai, terá, assim, um número recorde de expositores, num aumento de 19% em comparação com os números do ano passado. Entre eles há fornecedores da Áustria, China, Hong Kong, Coreia e Itália. Pela primeira vez, fornecedores das regiões de Shaozing e Tongxiang irão formar pavilhões especiais para mostrarem as suas capacidades regionais, juntando-se aos pavilhões de Haining e Yuhang. Em conjunto, estes expositores irão mostrar as suas coleções de cortinas e tecidos de decoração para a Primavera-Verão em cerca de 37 mil m2 de espaço de exposição.
No programa paralelo serão abordadas as mais recentes tendências e inovações da indústria. Nesta edição, o foco estará no desenvolvimento sustentável e na melhoria da qualidade. “Poupança de Recursos e Soluções Ecológicas para Têxteis-lar”, “Exigências Técnicas e Análise de Qualidade do Mercado de Têxteis-Lar” e “Suavidade Botânica com Lenzing Modal” são três dos temas que serão apresentados por reputados especialistas da indústria.
Esta edição da primavera irá ainda proporcionar um Tour de Introdução às Tendências interativo, onde os visitantes podem encontrar as tendências de cores e têxteis-lar antecipados pelo China Home Textiles Trends Research and Extension Atelier.
A Intertextile Shanghai Home Textiles Spring é organizada pela Messe Frankfurt (HK) Ltd, o Sub-Conselho da Indústria Têxtil, o CCPIT e a Associação de Têxteis-Lar da China.
A feira do ano passado atraiu 9.755 compradores, 96% dos quais provenientes da China. «O feedback positivo mostra que estamos a mover-nos na direção certa com as novas datas da feira, que servem melhor o mercado interno chinês», acredita Wendy Wen, diretora de feiras da Messe Frankfurt (HK) Co Ltd. 

fonte: Portugal textil
 

HOMENS COMPRAM MAIS ROUPAS


Com a recuperação do emprego, os homens americanos começam a regressar às lojas e mostram-se dispostos a gastar mais no guarda-roupa. Só em 2011, compraram quase 8,5 mil milhões de dólares em vestuário e as estimativas apontam para a continuação desta tendência de crescimento.
 
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Homens compram mais roupa
Após anos de frugalidade no vestuário, os homens americanos estão em massa nos centros comerciais, um sinal firme de que a economia está finalmente a recuperar. As vendas de vestuário masculino deverão aumentar 8,26% no primeiro trimestre, segundo o IBM Global Business Services.
No ano passado, os homens gastaram cerca de 8,4 mil milhões de dólares (6,38 mil milhões de euros) em vestuário, o que representa um crescimento de 8,21% em comparação com 2010 e a maior subida dos últimos 20 anos. As estimativas têm por base os dados do Gabinete de Censos, que irá publicar os números detalhados das vendas de vestuário de dezembro alhe no final deste mês, e não incluem as vendas na Internet. «O que está a acontecer é que os homens estão de novo a trabalhar. Era mais difícil para um homem conseguir um emprego do que para uma mulher», explica Mike Haydock, responsável da análise do retalho na IBM.
A economia usufruiu de cinco meses de forte crescimento no emprego, tendo sido criados 243 mil novos postos de trabalho no mês passado. O crescimento económico acelerou nos últimos três meses de 2011 e os dados revelados até à data sugerem que a dinâmica prosseguiu no início deste ano.
Os homens foram os mais atingidos pela recessão, que dizimou o emprego nas indústrias de produção e de construção. Embora a maior parte das perdas de postos de trabalho da crise de 2007-2009 nunca seja readquirida, os homens estão de novo a recuperar empregos.
Em janeiro, a taxa de desemprego para homens com 20 anos ou mais caiu de 8% para 7,7%, eliminando a diferença para mulheres da mesma faixa etária. A taxa de desemprego para mulheres nessa categoria caiu dos 7,9% em dezembro para os actuais 7,7%. Foi a primeira vez desde o fim da recessão que as taxas de desemprego entre os géneros foram iguais. «As mulheres ficaram com quase 40% dos empregos criados no mês passado, mas tiveram menos de 8% dos 1,9 milhões de empregos criados desde o início da retoma», refere Joan Entmacher, responsável da área de segurança económica familiar no National Women’s Law Center em Washington.
A taxa de desemprego entre os homens aumentou mais do que a das mulheres durante a recessão, mas caiu 2,2% durante a retoma. A taxa de desemprego das mulheres aumentou 0,1% desde o início da retoma.
Essa mudança está também visível nos padrões de consumo. Ao contrário do ritmo rápido antecipado para o vestuário de homem, as vendas de vestuário de senhora deverão crescer apenas 1,96% no ano passado, de acordo com os dados da IBM. Já as vendas no primeiro trimestre deverão aumentar 2,44%.
A maior parte das vendas de vestuário de homem está concentrada no grupo etário dos 25 aos 30 anos, um dos segmentos onde a falta de trabalho é elevada. O desemprego para os homens entre os 24 e os 34 anos caiu dos 9,5%.para os 9% em Janeiro.
Mas em geral, os homens estão também a vestir-se melhor, uma tendência que pode dar à economia um empurrão. «Os homens estão a comprar gravatas finas e suspensórios. Um look de negócios mais polido está na moda e os homens estão a gastar mais com eles próprios devido a uma procura contida», conclui Jill Puleri, uma vice-presidente na IBM.
 
Fonte: Reuters

O HOMEM PÓS- METROSEXUAL



Para as grandes marcas, a caracterização do homem do futuro é uma questão fundamental nas vendas. Em 1994, o termo metrossexual, abreviação de heterossexual metropolitano, foi cunhado para descrever uma raça emergente de homem: urbano, solteiro, sofisticado e pronto a gastar para ter uma boa aparência.
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O homem pós-metrosexual
 Para descobrir o que está reservado ao crescente mercado de estilo de vida masculino, a empresa de consultadoria de tendências Peclers Paris analisou o mundo à procura de comportamentos do consumidor, arte, cinema, design de produtos de alta tecnologia e o crescimento das redes sociais. Emma Fric, diretora de investigação e previsão, apresentou uma série de retratos do homem urbano no seu habitat pós-industrial do século XXI, da Europa aos Estados Unidos, passando pelo Japão e América Latina.
Primeiro existe um grupo com idades entre os 15 e os 30 anos, uma geração interligada que cresceu na era da internet. «Estamos a lidar com uma geração de homens que realmente abraçam a flexibilidade como modo de vida», explica Emma Fric. Muitos terão carreiras caracterizadas como “freelancers” polivalentes, como músico/designer/consultor. Os seus gostos são igualmente diversificados, com uma abordagem de mistura de culturas em relação à moda e à estética. E, tendo crescido com jogos de computadores, eles esperam divertir-se como consumidores.
Como o “metrossexual”, estes jovens estão dispostos a gastar dinheiro num fato, num esfoliante para o corpo ou na mais recente engenhoca tecnológica, mas esta é também uma geração que não se leva demasiado a sério. O humor é uma parte importante do conjunto: o gosto pela brincadeira absurda e a autodepreciação cómica, ao estilo dos clipes que são frequentemente virais no Facebook ou no YouTube. Como os jovens ao longo dos tempos, desafiam o sistema, mas acreditam numa mudança por dentro, usando novas formas de consumo, como grupos de compras para que as marcas ouçam as suas preocupações.
Depois existe uma segunda família de homens – geralmente mais velhos, muitas vezes mais abastados – que cultivam o gosto singular, valorizam os valores e o luxo tranquilo. «Estes são os homens que dizem: O mundo em rede é muito bonito, mas e a minha vida privada? A individualidade?», refere.
Muitos vão ser anticonformistas, com «uma margem subversiva, que não se encaixa no molde», afirma Fric. Alguns vão prosperar com a ideia de anonimato, de recriar o sigilo num mundo onde tudo está em exposição, uma tendência refletida pela influência de artistas de rua anónimos como Banksy ou o sombrio grupo de hackers on-line “Anonymous”.
«Menos é mais» é o lema para estes homens, que procuram formas escondidas de aumento de desempenho, em vez de designs chamativos. Para responder a esta procura, está a surgir uma oferta crescente de roupas e produtos personalizados com as novas tecnologias, como imagens corporais 3D a tornarem acessíveis os produtos feitos por medida a um público muito mais vasto.
Finalmente, chega o homem empenhado na reconciliação entre a natureza e a sociedade moderna. «Este é um tipo de masculinidade reforçada por uma dimensão espiritual – através de uma ligação com o mundo natural», indica. Entre os sinais desta filosofia incluem-se a tendência MovNat, a espalhar-se dos Estados Unidos para a Europa, que exorta os homens – e as mulheres – a estarem em forma movendo-se como animais, subindo a árvores com os pés descalços ou dependurando-se de cabeça para baixo.

Fonte: AFP

SAIU O GANHADOR DO QUARTO SORTEIO!



O  GANHADOR DO QUARTO SORTEIO É UM HOMEM! RSSS  O SORTUDO QUE GANHOU OS DOIS PRÊMIOS:


  • Estaremos sorteando uma sandália super fashion da Playboy.
  • Blusão Element Masculino c/ capuz



O SORTUDO É ANDRÉ CAMPIOTO! PARABÉNS ANDRÉ!


Beijos !

Kris Melo